BNDES libera recursos voltados para pesquisa sobre tratamento da AIDS em crianças e doenças negligenciadas

Por Jaqueline Pimentel, com informações do BNDES e do Ministério da Saúde

11/09/15 | 17:09

Iniciativa vai apoiar tratamento de doenças negligenciadas e AIDS/ Imagem: Fotolia

Iniciativa vai apoiar pesquisas sobre doenças negligenciadas e AIDS/ Imagem: Fotolia

Nesta quinta-feira o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou a notícia da liberação de recursos para pesquisas sobre medicamentos de tratamento da AIDS para crianças e ações focadas no cuidado para doenças negligenciadas. As doenças negligenciadas alcançadas serão: leishmaniose cutânea e visceral, doença de Chagas, tuberculose, malária e outras enfermidades que acometem principalmente populações sem recursos para cuidados com a saúde.

O Portal DSS Nordeste vem publicando uma série especial sobre doenças negligenciadas, que pode ser acessada aqui:

Série panorama das doenças negligenciadas: Nordestinos morrem mais em decorrência da esquistossomose

Série panorama das doenças negligenciadas: Número de vítimas cai, mas dengue segue fazendo vítimas no Nordeste

Série panorama das doenças negligenciadas: Nordeste é a segunda região em contaminações pela doença de Chagas

Os recursos liberados pelo BNDES são oriundos do Fundo Tecnológico do Banco (BNDES Funtec), são de natureza não reembolsável e cobrem 90% do projeto, cujo orçamento será complementado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que irá realizará parte das atividades previstas. A iniciativa também terá a participação da Drugs for Neglected Diseases para promover o desenvolvimento de tratamentos para doenças pouco pesquisadas pelas grandes farmacêuticas mundiais.

 

De acordo com informações divulgadas pelo BNDES entre os produtos esperados deste projeto, estão: o desenvolvimento de uma formulação pediátrica do antirretroviral Efavirenz, importante medicamento do coquetel contra a AIDS, e que, no entanto, em sua forma atual, não deve ser prescrito para crianças.
As doenças alvo dos recursos classificadas como negligenciadas são assim nomeadas, porque, apesar de atingirem 90% da população mundial, e de serem a causa de até 1 milhão de mortes por ano, recebem apenas 10% do orçamento global investido em pesquisa farmacêutica. Apesar disto, de acordo com as nota divulgada pelo BNDES, a maior parte do percentual é constituída por recursos de origem pública. Os pacientes são, frequentemente, indivíduos de baixa renda, residentes em áreas carentes de infraestrutura sanitária e cujo o acesso aos sistemas de saúde é escasso. O BNDES informou que as instituições vão utilizar recursos em seis diferentes projetos.

 

Um kit de diagnóstico point-of-care, também previsto como resultado desta iniciativa, oferecerá a possibilidade de se testar pacientes em locais remotos e sem infraestrutura laboratorial, com resultados mais rápidos e precisos do que as opções já existentes para a identificação de doenças como a leishmaniose visceral, tuberculose, malária, tracoma, filariose linfática e hanseníase.

 

Referências Bibliográficas

BNDES aprova R$ 15 mi para pesquisas de AIDS em crianças. Brasília (DF): Blog da Saúde; 2015 set 11. [acesso em 11 set 2015]. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/promocao-da-saude/50165-bndes-aprova-r-15-mi-para-pesquisas-de-aids-em-criancas

BNDES apoia com R$ 15 mi pesquisa sobre AIDS em crianças, leishmaniose e outras doenças negligenciadas. Rio de Janeiro: BNDES; 2015 set 10. [acesso em 11 set 2015]. Disponível em: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Destaques_Primeira_Pagina/20150910_doencas.html

Citação Bibliográfica

Pimentel J. BNDES libera recursos voltados para pesquisa sobre tratamento da AIDS em crianças e doenças negligenciadas. Rio de Janeiro: DSS Brasil; 2015 set 11. Disponível em: http://dssbr.org/site/2015/09/bndes-libera-recursos-voltados-para-tratamento-de-aids-em-criancas-e-doencas-negligenciadas/?preview=true&preview_id=20548&preview_nonce=a3b29dcf19

Jaqueline Pimentel, com informações do BNDES e do Ministério da Saúde

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