Violência Contra a Juventude Negra

Por Canal Saúde

21/11/19 | 16:11

Uma pesquisa da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e do Senado Federal constatou que 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. Segundo a oficial de programa para gênero e raça do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Raquel Quintiliano, existe um processo histórico de tornar a morte dos jovens negros invisível.

Em 2017, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha “Vidas Negras” para o combate à morte da juventude negra do Brasil. Um dos objetivos foi alertar sobre como o racismo restringe a cidadania de pessoas negras de diferentes formas.

Para a ONU, o racismo é uma das principais causas de violência e letalidade a que a população negra está submetida. No Brasil, sete em cada dez pessoas assassinadas são negras e cinco vidas, na faixa entre 15 e 29 anos, são tiradas a cada duas horas. É uma realidade a despeito de ser o país cuja maioria da população é negra (cerca de 55%), além de ser a nação que tem o maior número de negros fora do continente africano.

A apresentadora Yasmine Saboya conversa com a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz que atua no Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (CLAVES/ENSP/Fiocruz), Mayalu Matos, a educadora social, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e fundadora do Movimento Moleque, Monica Cunha e o mestrando em Comunicação e Cultura da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ), Bruno Duarte.

 

Fonte: Canal Saúde

 

 

 

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