Arquivo de Entrevistas

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Isolamento social em tempos de pandemia torna a casa ainda mais perigosa para a mulher. Entrevista especial com Jacqueline Pitanguy

Não é de hoje que pesquisadores e estudiosos têm constatado que, quando se fala em violência de gênero, no lar as coisas não são tão doces como se imagina. Para a socióloga Jacqueline Pitanguy, essa é uma realidade comprovada em dados empíricos desde, pelo menos, 1986. “Dados da Pnad revelaram que uma porcentagem mais significativa – em torno de 80%, não tenho os números exatos – das ocorrências de violência registradas por homens aconteciam fora de casa e a maior parte delas eram cometidas por desconhecidos. Já com as mulheres ocorria o padrão reverso: a maioria dos casos registrados de violência contra a mulher aconteciam dentro de casa e por pessoas conhecidas”, detalha, em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line.

Entrevista com Jacqueline Pitanguy por: João Vitor Santos (IHU On-Line) | 03/04/20 - 11:04 | [Leia Mais] |

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Covid-19: presidente da Fiocruz fala dos desafios da chegada da pandemia ao Brasil

Em entrevista à Agência Fiocruz de Notícias (AFN), Nísia Trindade Lima comenta o contexto da pandemia de Covid-19 e os desafios de sua chegada ao Brasil. A presidente da Fiocruz também elenca algumas ações da instituição na resposta à crise sanitária, que vai desde a produção de testes ao atendimento aos infectados. Todos os setores e unidades da Fundação estão mobilizadas para o enfrentamento da epidemia. “A Fiocruz está completando 120 anos em maio e o aniversário vai ser marcado pela resposta à essa pandemia, assim como o início da instituição foi uma resposta sanitária às epidemias no Rio de Janeiro”, destaca Nísia.

Entrevista com Nísia Trindade Lima por: Júlia Dias (Agência Fiocruz de Notícias) | 27/03/20 - 11:03 | [Leia Mais] |

Consultora defende que a cooperação internacional em saúde pode levar à maior inovação, necessária para solucionar os grandes desafios globais (foto: Peter Ilicciev)

Consultora fala sobre desigualdade na tecnologia da saúde como grande desafio contemporâneo

A Fiocruz recebeu (27 e 28 de junho) a visita da consultora sênior da Comissão Europeia em políticas de saúde, sociais e de migração, Lieve Fransen. A consultora se reuniu com representantes da Fiocruz para debater a realização da próxima Conferência Global sobre Tecnologia e Inovação Sustentáveis (G-STIC), que acontece no final do ano, em Bruxelas e da qual a Fiocruz é co-anfitriã. Ela aproveitou a ocasião para conhecer as instalações do campus de Manguinhos (RJ) e discutir possíveis colaborações internacionais da Fundação. Fransen começou sua carreira como médica, trabalhando em países africanos, como Moçambique, Cabo Verde e Ruanda, e se especializou em medicina tropical. Posteriormente, trabalhou com políticas públicas para saúde em organismos internacionais, como ONGs e agências da ONU, e participou da criação de estudos, programas e fundos para a área da saúde, como o Fundo Global para Aids, Malária e Tuberculose. Atualmente, ela atua como consultora o G-STIC e para diversas organizações e empresas em áreas como saúde, educação e direitos das crianças.

Entrevista com Lieve Fransen | 04/07/19 - 14:07 | [Leia Mais] |

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Mauricio Barreto: “É falso pensar que os migrantes são responsáveis pela disseminação de problemas de saúde”

Antes de começar a ouvir as perguntas, Barreto, que é professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFBA, intervém fazendo um esclarecimento. “Eu gostaria de dizer antes de qualquer coisa que nem toda migração é forçada e, embora isso seja algo óbvio, nestes tempos parece não ser muito. Algumas pessoas migram por sua própria opção. Existem países desenvolvidos com políticas destinadas a atrair imigrantes. O Canadá tem uma forte política de atrair profissionais qualificados. Os próprios Estados Unidos têm até hoje políticas para atrair pessoas altamente qualificadas. Além disso, a Inglaterra e muitos países europeus atraem profissionais de várias áreas, incluindo a saúde. Com a discussão do Brexit, estamos vendo hoje que a Inglaterra tem um problema sério: grande parte de sua força de trabalho, especialmente em algumas áreas, como a enfermagem, é formada por pessoas de outros países”.

Entrevista com Mauricio Barreto | 08/05/19 - 17:05 | [Leia Mais] |

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‘A Declaração de Alma-Ata se revestiu de uma grande relevância em vários contextos’

Em setembro de 1978, a Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Alma-Ata, na República do Cazaquistão, expressava a “necessidade de ação urgente de todos os governos, de todos os que trabalham nos campos da saúde e do desenvolvimento e da comunidade mundial para promover a saúde de todos os povos do mundo”. A Declaração de Alma Ata – documento síntese desse encontro – afirmava a partir de dez pontos que os cuidados primários de saúde precisavam ser desenvolvidos e aplicados em todo o mundo com urgência, particularmente nos países em desenvolvimento

Entrevista com Luiz Augusto Fachinni por Portal EPSJV/Fiocruz | 19/09/18 - 16:09 | [Leia Mais] |

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A favelização da Amazônia e a necessidade de repactuar o papel da floresta na economia do século XXI

o Estado não tem um projeto para a região, outros atores têm disputado o território amazônico. De um lado, afirma, “o agronegócio sabe o que quer da Amazônia: ele quer terra, porque quer incorporar mais terra ao processo de produção”. De outro, relata, “o PCC e o Comando Vermelho estão disputando Belém no tiro, estão disputando Manaus e Rio Branco. O tráfico de drogas viu na Amazônia um lugar possível de se desenvolver porque o Estado é frágil e a sociedade é carente.
Os níveis de violência em Rio Branco, em Manaus e em Belém são quase intoleráveis”. E lamenta: “Estamos vivendo hoje uma favelização da Amazônia.

Entrevista com Danicley de Aguiar por Patricia Fachin (IHU On-Line) | 20/08/18 - 16:08 | [Leia Mais] |

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Brasil será “paraíso dos agrotóxicos”, diz pesquisador

A comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o projeto de lei 6.299/2002, que propõe alterações na atual legislação de agrotóxicos, aprovou texto que divide opiniões. De um lado, empresários do agronegócio comemoram o parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR) sob o argumento de que moderniza a aprovação e regulação dos pesticidas. Do outro, organizações de promoção à saúde coletiva e defesa do meio ambiente afirmam que o relatório flexibiliza significativamente o processo, o que representa riscos não só aos trabalhadores do campo, mas também aos consumidores dos alimentos expostos aos agrotóxicos. O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará Fernando Carneiro engrossa o coro do segundo grupo.

Entrevista com Fernando Carneiro, concedida a Anna Beatriz Anjos | 04/07/18 - 14:07 | [Leia Mais] |