Participação expressiva dos três setores e compromisso com as proposições da Carta do Recife

Entrevista com Eduarda Cesse

17/09/13 | 12:09

Eduarda e Pellegrini: coordenadores da1ª  CRDSS

Eduarda e Pellegrini: coordenadores da  1ª CRDSS/ Foto: Jaqueline Pimentel

Qual é a sua avaliação sobre o resultado da CRDSS, a princípio?

A conferência foi, ao meu ver, acima das expectativas. Tivemos uma participação expressiva dos convidados dos três setores: especialistas; gestores/profissionais; sociedade civil. Estes foram previamente identificados e fizemos um movimento para que participassem representantes não só do setor saúde, mas também os de outras áreas e politicas públicas garantindo uma discussão mais ampla acerca dos DSS. A Programação foi seguida a risca. E vale destacar que os temas das mesas e sessões paralelas proporcionaram um debate extremamente rico, com grande participação do público presente nos debates subsequentes. E nestas mesas e sessões paralelas também estiveram presentes, trazendo à discussão para o público, representante dos três setores acima citados.

A participação social foi uma das marcas desta conferência. Este tipo de discussão, da qual participam representantes de todos os setores, é “a chave” para a produção de resultados que atendam as demandas de toda a sociedade?

Sim, essa foi uma preocupação da Comissão Organizadora desde o início das discussões sobre o formato e objetivos da Conferência Regional. E esse formato também foi aplicado na Conferência Mundial realizada no RJ, em 2011. Se partirmos do entendimento mais amplo sobre DSS como sendo os fatores sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população, a sociedade civil organizada através de seus representantes têm papel fundamental. Lembrando ainda que o próprio SUS tem como um de seus pilares o Controle Social.

Como a Carta do Recife pode ajudar na elaboração de políticas públicas que efetivamente resultem na melhora das condições de vida da população do Nordeste?

A Carta do Recife é um documento público onde estes setores participantes da conferência, através de seus representantes designados, se comprometem a fazer gestão para que as discussões e proposições ali tiradas sejam levadas a cabo pelos setores públicos, políticos e da sociedade. É um documento que simboliza esse compromisso ali pactuado. É por esse significado que a Carta do Recife pode efetivamente contribuir com as mudanças necessárias ao enfrentamento dos DSS.

 

 

*O programa Bate Papo na Saúde foi exibido em 16-09-2013 no Canal Saúde da Fiocruz.

 

Eduarda Cesse

Citação Bibliográfica

Cesse E. Participação expressiva dos três setores e compromisso com as proposições da Carta do Recife [entrevista na internet]. Rio de Janeiro: Portal DSS Brasil; 2013 Set 11. Entrevista concedida a Jaqueline Pimentel. Disponível em: http://dssbr.org/site/entrevistas/participacao-expressiva-dos-tres-setores-e-compromisso-com-as-proposicoes-da-carta-do-recife/

Docente-pesquisadora do Departamento de Saúde Coletiva e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães – Fiocruz/PE.

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