Notícias sobre Determinantes Sociais da Saúde

Jovens pretos ou pardos são o grupo com mais chances de ser vítima de homicídio - Foto: David Whittaker/Nappy

Taxa de homicídio de pretos ou pardos é quase três vezes maior que a de brancos

As taxas de homicídio no país não se reduziram no período de 2012 a 2017. Pelo contrário, entre pessoas pretas ou pardas, essa taxa aumentou de 37,2 para 43,4 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto, para a população branca, o índice ficou estável entre 15,3 e 16. Essa diferença significa que pretos ou pardos tinham 2,7 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio em 2017.
Os dados, divulgados hoje pelo IBGE, são do estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, e ajudam o país a acompanhar a meta de reduzir taxas de mortalidade relacionadas à violência, parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). As diferenças são ainda mais acentuadas na população jovem. A taxa de homicídios chega a 98,5 entre pessoas pretas ou pardas de 15 a 29 anos. Entre jovens brancos na mesma faixa etária, a taxa de homicídios é de 34 por 100 mil habitantes. Os números ainda mostram que estudantes pretos ou pardos do 9° ano do ensino fundamental vivenciavam mais experiências violentas do que os brancos.

Por Marilia Loschi | 13/11/19 - 15:11 | [Leia Mais] |

Pretos ou pardos estão mais escolarizados, mas desigualdade em relação aos brancos permanece

Em 2018, no Brasil, os pretos ou pardos passaram a ser 50,3% dos estudantes de ensino superior da rede pública, porém, como formavam a maioria da população (55,8%), permaneceram sub-representados. Além disso, entre a população preta ou parda de 18 a 24 anos que estudava, o percentual cursando ensino superior aumentou de 2016 (50,5%) para 2018 (55,6%), mas ainda ficou abaixo do percentual de brancos da mesma faixa etária (78,8%). Nesse mesmo período, o percentual de jovens de 18 a 24 anos pretos ou pardos com menos de 11 anos de estudo e que não frequentava escola caiu de 2016 (30,8%) para 2018 (28,8%). Esse indicador era de 17,4% entre os brancos, em 2018. No mercado de trabalho, os pretos ou pardos representavam 64,2% da população desocupada e 66,1% da população subutilizada. E, enquanto 34,6% dos trabalhadores brancos estavam em ocupações informais, entre os pretos ou pardos esse percentual era de 47,3%. O rendimento médio mensal das pessoas brancas ocupadas (R$2.796) foi 73,9% superior ao da população preta ou parda (R$1.608).

Por Agência IBGE Notícias | 13/11/19 - 13:11 | [Leia Mais] |

Mapa da Desigualdade 2019 é lançado em São Paulo

A Rede Nossa São Paulo lançou a nova versão do Mapa da Desigualdade da cidade. Os dados de 10 diferentes áreas e 53 indicadores mostram a realidade dos distritos da capital paulista através do “desigualtômetro”, que evidencia a diferença entre a melhor e a pior região para cada um dos indicadores. Entre as novidades desta edição estão o comparativo de violência contra a mulher, incluindo o feminicídio; violência homofóbica e transfóbica; e violência de racismo e injúria racial. Dados sobre educação, saúde, cultura, habitação e idade média ao morrer em cada um dos distritos da cidade também fazem parte dos indicadores que serão apresentados. Em relação à violência contra a mulher, os feminicídios aumentaram 167% em toda a cidade, e as ocorrências de violência, 51%. Os distritos da Sé e Barra Funda concentram as maiores taxas de ocorrência nos dois indicadores. Um dos principais destaques é a média de idade com que as pessoas morreram em 2018. Enquanto em Moema esse valor é de 80,57, em Cidades Tiradentes, é de 57,31, contabilizando mais de 20 anos de diferença entre os dois distritos.

Por Rede Nossa São Paulo | 05/11/19 - 16:11 | [Leia Mais] |

Sem título

Contextos não saudáveis

A saúde é resultado de determinantes sociais que são as condições sociais em que as pessoas e os grupos vivem e trabalham, segundo orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a organização, sociedades saudáveis decorrem de ambientes saudáveis e são definidas a partir do tamanho do fosso que separa ricos e pobres. Os delegados que participaram da 16ª. Conferência Nacional de Saúde, realizada em Brasília no mês de agosto, basearam boa parte das resoluções presentes no documento final nos determinantes sociais, da saúde. Questões como propriedade da terra, água, saneamento, moradia digna, educação, escolaridade, trabalho, alimentação, renda, cultura, gênero e meio ambiente apareceram como essenciais para melhorar as condições de vida das pessoas e populações.
Dentre as 329 propostas aprovadas, duas delas fazem referência literal aos determinantes. A primeira, presente no eixo transversal “Saúde e Democracia”, trata da necessidade de “combater o racismo estrutural e institucional, reconhecendo as desigualdades étnico-raciais como determinantes sociais das condições de saúde, com vistas à promoção da equidade em saúde”.

Por Liseane Morosini | 01/11/19 - 17:11 | [Leia Mais] |

paulobuss

Para além da cobertura universal, a ‘saúde universal’: garantia de acesso e melhoria das condições de vida

Saúde universal implica tanto a cobertura quanto o acesso das pessoas aos serviços. O sistema de saúde brasileiro vai nessa direção. No entanto, ainda há um conjunto de barreiras, geográficas, raciais, de gênero, que precisam ser removidas. A análise é do coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS/Fiocruz), Paulo Buss, ao blog do CEE-Fiocruz. Paulo Buss avalia as conquistas alcançadas na Atenção Primária no Brasil e, em nível global, os avanços do conceito de cobertura universal, em direção à proposta de saúde universal, inspirada na Declaração de Alma-Ata.“É importante garantir a universalidade, a integralidade e a igualdade no sistema de saúde, junto de uma abordagem que consiga estabelecer uma série de ações para melhorar as condições de vida, os chamados determinantes sociais, econômicos e ambientais da saúde”, considera. Ele argumenta sobre a importância da cobertura universal na garantia de que todas às pessoas tenham acesso a um sistema de saúde de qualidade, integral, que vá tanto da assistência individual, quanto à assistência coletiva.

Por CEE-FIOCRUZ | 01/11/19 - 17:11 | [Leia Mais] |

Bem-estar para todos na agenda da Saúde das Américas – por Paulo Buss e Luiz Galvão

Até 2030, as Américas têm como objetivo “alcançar o mais alto padrão possível de saúde, com equidade e bem-estar para todas as pessoas ao longo do ciclo de vida”, indica […]

Por *Paulo Buss e Luiz Augusto Galvão | 01/11/19 - 17:11 | [Leia Mais] |

Sem título

OMS realiza “encontro estratégico” sobre DSS

O Relatório da Comissão Global sobre DSS (2008) e a Declaração Política do Rio (2011) assinalaram a importância fundamental da ação sobre os Determinantes Sociais da Saúde para reduzir as iniquidades em saúde. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ressaltou igualmente a relevância da abordagem dos DSS para a consecução de seu objetivo principal: “ninguém será deixado para trás”. Desde 2018, verifica-se um compromisso renovado da OMS com a ação sobre os DSS, incluindo os determinantes sociais mais amplos que incidem sobre a equidade em saúde, que se reflete no 13⁰ Programa de Trabalho 2019-2023. Recentemente, foi criado um novo Departamento de Determinantes Sociais da Saúde que deverá liderar esse esforço, oferecendo oportunidade de fortalecer a narrativa global sobre DSS e redefinir o escopo das atividades da OMS nesta área. O encontro reuniu mais de 50 especialistas internacionais da área governamental e da academia, além de mais de 40 técnicos da OMS que vêm trabalhando sobre DSS e temas relacionados, para discutir prioridades para o trabalho futuro da OMS na área.

Por Equipe Editorial do Portal DSS Brasil | 18/10/19 - 16:10 | [Leia Mais] |