Notícias sobre Determinantes Sociais da Saúde

Cecilia

Cecília Minayo fala sobre desigualdades sociais, questões de gênero e saúde-ambiente em palestra na Fiocruz Amazônia

Com uma linguagem simples, do cotidiano e abordando temáticas que permeiam a pesquisa social há muitas décadas, a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), doutora Cecília Minayo, abriu o Seminário “Determinantes Sociais do Processo Saúde-Doença: condições desiguais de vida em espaços amazônicos”, nesta terça-feira (26), realizado pelo ILMD/Fiocruz Amazônia com a palestra “Marcos Teóricos dos Estudos de Determinação do Processo Saúde Doença”. Evento transmitido ao vivo pelo Canal Telessaúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), com alcance em mais de 40 municípios e para todo o país por meio de link próprio na internet, Cecília Minayo abordou sobre desigualdades sociais, em todos os seus aspectos.

Por ILMD/Fiocruz Amazônia | 28/04/16 - 11:04 | [Leia Mais] |

forum Pará

Fórum trata de questões que impactam saúde da população do Oeste do Pará

Base da produção de alimentos na região, a agricultura familiar vem sendo ameaçada pela expansão dos grandes empreendimentos implantados no Oeste do Pará ao longo dos anos. É o que explica o professor Wilson Sabino, vice-diretor do Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Ufopa: “Com a expansão desses grandes projetos, há uma tendência à diminuição da agricultura familiar. Isso significa esses trabalhadores rurais ficarem sem trabalho, sem renda e, consequentemente, sem boa alimentação, o que pode acabar levando à doença”. Segundo Sabino, essa situação exemplifica as determinantes sociais em saúde, que são as injustiças sociais que acabam determinando o processo de saúde-doença. “Não ver a iniquidade é não conseguir combater com políticas públicas mais específicas essas desigualdades sociais.

Por Renata Dantas - Comunicação/Ufopa | 28/04/16 - 10:04 | [Leia Mais] |

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Pesquisa analisa desigualdades no acesso aos transplantes

O Brasil tem, atualmente, o maior programa público de transplantes do mundo, com financiamento gratuito de 95% de suas atividades transplantadoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os outros 5% da atividade de transplantes são financiados pelos planos de saúde privados ou pelo paciente, o que é mais raro. Esse quadro se deve à evolução do Sistema Nacional de Transplantes (SNT/MS) nesses últimos anos, aponta Sonia Maria Marinho de Souza, aluna do doutorado em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva da ENSP, cuja tese foi orientada pelo pesquisador Fermin Roland Schramm. O estudo foi desenhado para testar a hipótese de que há desigualdades na alocação de um rim para transplante, de acordo com a posse ou não de um plano de saúde privado.

Por Informe ENSP | 26/04/16 - 16:04 | [Leia Mais] |

Em 2013, os Ministérios da Justiça e da Saúde publicaram o Perfil dos Usuários de Crack e/ou Similares no Brasil. O estudo indicou que a contaminação pelo HIV entre esse público é cerca de oito vezes maior do que entre a população em geral, atingindo a taxa de 5%. Um estudo de 2014 realizado pela Fundação Oswaldo Cruz reiterou as descobertas.

Cerca de 5% dos usuários de crack e similares no Brasil vivem com HIV, aponta relatório do UNAIDS

“O mundo tem que aprender as lições dos últimos 15 anos, seguindo o exemplo de países que reverteram sua epidemia de HIV entre pessoas que injetam drogas adotando estratégias de redução de danos que priorizam seus direitos humanos”, afirmou o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. Portugal, China, Irã, Quênia e Moldávia estão entre essas nações bem-sucedidas.
A pesquisa ressalta que abordagens baseadas na criminalização e na execução agressiva da lei criaram barreiras às tentativas de mitigar as consequências negativas enfrentadas pelos usuários. Prender pessoas pelo consumo ou posse de drogas para uso pessoal também aumenta sua vulnerabilidade ao HIV e a outras doenças infecciosas, como hepatite B, hepatite C e tuberculose, durante o encarceramento, apontou o relatório.

Por ONU Brasil | 25/04/16 - 17:04 | [Leia Mais] |

Ipea

Violência no Brasil é tema do Panorama Ipea

Em 2014 houve 59.627 mortes. Isso equivale a 29 a cada 100 mil habitantes. Esses dados equivalem a 10% dos homicídios pelo globo, colocando o Brasil como o maior número absoluto de homicídios. Para Helder Ferreira, coordenador de Estudos e Políticas de Estado e Instituições do Ipea, o Brasil já tem um número alto de homicídio há muitos anos, o que nos coloca como um dos países com maior número de homicídios. “Considerando as taxas, estamos entre os 12 países com as maiores taxas de homicídios com os dados disponíveis. Esse já é um problema que já vem sendo discutido no Brasil há muito tempo”, pontuou. Segundo Nívio Nascimento, coordenador da Unidade de Estado de Direito da UNODC/ONU, quando se fala em crime, violência e homicídios é muito difícil de se estabelecer uma única causa. “São fenômenos multicausais. A gente não pode só apontar um ou outro elemento.

Por Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada | 25/04/16 - 15:04 | [Leia Mais] |

Violência

Mortes violentas de jovens: quem mais mata é também quem mais morre

O seminário Mortes violentas de jovens: o desafio da prevenção em uma perspectiva intersetorial apresentou os resultados do estudo socioepidemiológico da mortalidade de jovens por homicídios no Brasil e países da América Latina por meio de um estudo de caso em dez municípios brasileiros – sendo dois por região –, além de seis municípios da região metropolitana de Buenos Aires. A pesquisa buscou analisar os homicídios de jovens de 1990 a 2010, identificando padrões de semelhança e diferenças na distribuição dos homicídios nas regiões estudadas. Pretendeu-se também analisar as taxas segundo grupos etários (15 a 19, 20 a 24 e 25 a 29), sexo, raça/cor; identificar os principais meios utilizados na agressão de jovens; analisar dados socioeconômicos e de violência dos municípios estudados; investigar percepções de atores sociais sobre os homicídios de jovens; conhecer histórias de vida de jovens vítimas de homicídios a partir de seus familiares; e, ainda, analisar os discursos da imprensa local sobre os homicídios de jovens.

Por Tatiane Vargas - Informe ENSP | 18/04/16 - 14:04 | [Leia Mais] |

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Saneamento básico: debate ressalta necessidade de autonomia aos municípios e foco nas desigualdades; no combate às epidemias, mais atenção ao ambiente externo do que às residências

“Uma das políticas públicas mais negligenciadas historicamente no país” esteve no centro do quarto debate online da série Futuros do Brasil, realizado em 17/3/2016, pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz). A observação, do pesquisador Leo Heller, da Fiocruz Minas e relator das Nações Unidas sobre água e saneamento, refere-se à política pública de saneamento básico no país, que tem gerado grandes deficits e um grande passivo, afetando especialmente os que vivem em situações mais vulneráveis, conforme analisa. Leo foi um dos convidados a debater o tema Saneamento básico como direito humano, ao lado do também pesquisador Guilherme Franco Netto, especialista em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz.

Por Eliane Bardanachvili / CEE-Fiocruz | 12/04/16 - 16:04 | [Leia Mais] |