Arquivo de Opiniões

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ODSs e políticas intersetoriais: a saúde como caminho para reflexão

Um dos grandes desafios dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) será encontrar novas métricas para se medir o desenvolvimento que substituam o PIB. É fato que a abordagem de crescimento centrada no aumento do PIB trouxe sérios problemas ao planeta e às pessoas nos últimos 50 anos. Adotar os ODS significará incorporar questões sociais e ambientais como centrais ao desenvolvimento, construindo, no campo das políticas públicas, um olhar criativo, intersetorial, para que se desvendem sinergias entre diferentes setores.
A saúde é um campo fértil para tal reflexão. Tema de políticas próprias e de um ODS específico (nº 3), a saúde e o bem-estar são, em grande medida, resultado de uma série de outras políticas setoriais, como por exemplo as relativas a saneamento, pobreza, educação e consumo, entre muitas outras cuja vinculação com a saúde nem sempre é considerada em sua formulação ou na expectativa de resultados.

Por Erica Kastrup - Centro de Estudos Estratégicos Fiocruz | 08/08/16 - 14:08 | [Leia Mais] |

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Acelerando o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Em setembro de 2015, aproximadamente 200 nações adotaram os 17 objetivos de desenvolvimento sustentáveis (ODSs) como uma estrutura universal, transformadora para tratar três dimensões interligadas do desenvolvimento de nossa existência global – pessoas, planeta e prosperidade. Elas afirmam-se na noção de que sustentabilidade não é só uma aspiração, mas uma necessidade. Entretanto, com a sustentabilidade ampliando o escopo e objetivos de seus predecessores (os objetivos de desenvolvimento do milênio), os ODSs estabeleceram uma teia maior. Para atingi-los, necessitaremos ações coletivas para criar novos conhecimentos, compartilhar saberes, e implementar ideias através do trabalho com outros setores e diversas partes interessadas em políticas de saúde global.

Por Jha A, Kickbusch I, Taylor P, Abbasi K - Centro de Estudos Estratégicos Fiocruz | 02/06/16 - 17:06 | [Leia Mais] | 1 Comentário »

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Cidades sustentáveis e saudáveis: microcefalia, perigos do controle químico e o desafio do saneamento universal

O crescimento exponencial da epidemia de dengue (em 2015, o Ministério da Saúde registrou 1,649,008 casos prováveis desta virose no país e houve um aumento de 82,5% dos óbitos em relação ao ano anterior). A expansão territorial da infestação pelo Aedes aegypti atestam o fracasso da estratégia nacional de controle. Com o surgimento da epidemia do zika vírus, com repercussões ainda mais danosas ao ser humano, urge a revisão de nossa política e do programa de controle da infestação dos Aedes visando impedir a ocorrência de epidemias por arbovírus.

Por Vilma Reis - Abrasco | 04/02/16 - 16:02 | [Leia Mais] |

Imagem: Site do Ministério das Relações Exteriores

Representantes da Sociedade Civil, Governo e ONU participaram do II Seminário para discutir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que fazem parte da Agenda Pós-2015 da Organização das Nações Unidas

O seminário Os desafios da agenda pós-2015: meios de implementação e financiamento aconteceu nos dias 10 e 11 de Junho em São Paulo, realizado em parceria pela Abong, Artigo 19, FES, Fundação Abrinq/Save the Children e Gestos com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNPA). A discussão foi centrada no processo de construção dos ODS, nas questões que envolvem o financiamento e a viabilidade das metas e também na participação da sociedade civil organizada. O Observatório Tuberculose Brasil da ENSP/FIOCRUZ participou dos debates do seminário e colaborou com a proposição aprovada pelo coletivo presente da criação de um GT, Grupo de Trabalho da sociedade civil para o Pós-2015, para acompanhar a fase final de negociação dos ODS que tem como prazo final Setembro de 2015 quando a agenda final dos ODS será apresentada para aprovação na Assembleia Geral da ONU.

Por Carlos Basilia | 24/06/15 - 15:06 | [Leia Mais] | 1 Comentário »

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Grandes projetos e seus impactos na saúde em foco na 1ª CRDSS

O debate sobre o alcance de grandes projetos na região Nordeste nos âmbitos cultural, social e de saúde pública foi um dos destaques em sessão plenária que focou ainda a interferência do desenvolvimento na ampliação das desigualdades. Participaram da mesa coordenada por Paulo Guimarães, Chefe do Departamento Nordeste do BNDES, Paulo Sabroza da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Gustavo Nogueira, do CONSEPLAN e Ângelo Zanré, da Cáritas do Brasil.

Por Virgínia Valiate | 11/09/13 - 11:09 | [Leia Mais] |

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Políticas públicas e estratégias para enfrentar os problemas associados ao uso de drogas e ao padrão sistemático da violência no Brasil

Pesquisadora destacou os temas em debate em uma das sessões temáticas do segundo dia da 1ª CRDSS, a mesa sobre Violência e Drogas. Ela citou as discussões sobre o crack e processos de determinação social dos homicídios na região do Nordeste como os assuntos em foco na sessão. Segundo ela diante do abismo nas taxas de homicídios entre negros e brancos no Nordeste, os debatedores enfatizaram que a violência e principalmente a violência de Estado tem cor, idade e território.

Por Elis Borde | 09/09/13 - 13:09 | [Leia Mais] |

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Lei de prevenção inversa: é possível que as intervenções em saúde pública aumentem as desigualdades sociais?

Citada por alguns pesquisadores como situação na qual indivíduos com maiores necessidades de se beneficiar com intervenções preventivas em nível coletivo são os menos propensos a recebê-las, lei da prevenção inversa é análoga a lei do cuidado inverso, quando disponibilidade aos serviços de saúde é menor para indivíduos com mais necessidade. Será que mesmo onde as intervenções em saúde pública são consideradas “bem sucedidas” é possível que aumentem as iniquidades em saúde?

Por Gabriela Lamarca e Mario Vettore | 11/04/13 - 11:04 | [Leia Mais] | 19 Comentários »