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‘Cadernos de Saúde Pública’ destaca o combate às desigualdades

Em destaque, os 30 anos do SUS. “O contexto de crise política e ameaças de desmonte do Estado e dos direitos sociais, nos fazem refletir sobre a urgência da construção de propostas alternativas que possam combater as desigualdades em suas múltiplas dimensões e determinações.” Outro foco da publicação é o 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão 2018), que, pela primeira vez, será realizado na Fiocruz, de 26 a 29 deste mês. Os editorialistas Nísia Trindade Lima e Guilherme Franco Netto destacam que a sociedade brasileira encontra-se às vésperas do novo período presidencial, e à área de saúde coletiva caberá uma vez mais a formulação de propostas que permitam a defesa do SUS, da democracia e do futuro de um país onde os direitos sociais, civis e o desenvolvimento sustentável econômico, social e ambiental possam se efetivar.

Por Informe Ensp | 18/07/18 - 16:07 | [Leia Mais] |

fernando

Brasil será “paraíso dos agrotóxicos”, diz pesquisador

A comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o projeto de lei 6.299/2002, que propõe alterações na atual legislação de agrotóxicos, aprovou texto que divide opiniões. De um lado, empresários do agronegócio comemoram o parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR) sob o argumento de que moderniza a aprovação e regulação dos pesticidas. Do outro, organizações de promoção à saúde coletiva e defesa do meio ambiente afirmam que o relatório flexibiliza significativamente o processo, o que representa riscos não só aos trabalhadores do campo, mas também aos consumidores dos alimentos expostos aos agrotóxicos. O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará Fernando Carneiro engrossa o coro do segundo grupo.

Entrevista com Fernando Carneiro, concedida a Anna Beatriz Anjos | 04/07/18 - 14:07 | [Leia Mais] |

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Pesquisadores da Fiocruz Amazônia alertam para o elevado risco de suicídio entre indígenas no País

A taxa de mortalidade por suicídio em indígenas do Brasil chega a ser dez vezes maior do que a taxa observada na população não indígena, principalmente nos Estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul e Roraima. Diferentemente do observado entre os não indígenas, no Brasil são verificadas taxas de mortalidade por suicídio mais elevadas entre os jovens indígenas. Embora os jovens indígenas do sexo masculino apresentem taxas de mortalidade por suicídio mais elevadas do que as das jovens indígenas do sexo feminino, estas últimas apresentam taxas muito maiores do que a das jovens não indígenas. Tanto entre indígenas como entre não indígenas o enforcamento é o principal método utilizado para lograrem o suicídio.

Por Cristiane Barbosa (Fiocruz Amazônia Revista) | 21/06/18 - 16:06 | [Leia Mais] |

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Estudo aponta que medidas de austeridade podem aumentar mortalidade infantil no Brasil

A mortalidade de menores de 5 anos poderá ser fortemente impactada por medidas de austeridade fiscal que reduzam programas de proteção social e aqueles voltados para a atenção básica à saúde. O alerta vem de um estudo publicado na revista Plos Medicine, que envolveu pesquisadores da Fiocruz Minas, Universidade Federal da Bahia, do Imperial College de Londres, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, a taxa de mortalidade poderá ser de até 8,6% maior em 2030, o que corresponde a um incremento de 20 mil óbitos evitáveis entre crianças. Já as internações evitáveis no mesmo grupo etário poderão chegar a 124 mil. Para chegar aos resultados, os pesquisadores usaram modelos matemáticos para analisar a associação de um conjunto de variáveis sociais e econômicas com dois programas brasileiros: Bolsa Família e Estratégia Saúde da Família.

Por Fiocruz Minas | 14/06/18 - 10:06 | [Leia Mais] |

Agrotóxicos e EU

  Resultado dos últimos anos de pesquisa sobre o assunto em dois pós-doutorados, Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e conexões com a União Europeia (FFLCH – USP), da […]

Por REVISTA RADIS | 05/06/18 - 15:06 | [Leia Mais] |

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Brasil ultrapassa pela primeira vez a marca de 30 homicídios por 100 mil habitantes

O Brasil atingiu, pela primeira vez em sua história, o patamar de 30 homicídios por 100 mil habitantes. A taxa de 30,3, registrada em 2016, corresponde a 62.517 homicídios naquele ano, 30 vezes o observado na Europa naquele mesmo ano, e revela a premência de ações efetivas por parte das autoridades públicas para reverter o aumento da violência. É o que aponta o Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que foi divulgado nesta terça-feira, 5. Apenas entre 2006 e 2016, 553 mil pessoas perderam suas vidas devido à violência intencional no Brasil. Entre 1980 e 2016, cerca de 910 mil pessoas foram mortas pelo uso de armas de fogo no país. Uma verdadeira corrida armamentista que vinha acontecendo desde meados dos anos 1980 só foi interrompida em 2003, com a sanção do Estatuto do Desarmamento. Em 2003, o índice de mortes por armas de fogo era de 71,1%, o mesmo registrado em 2016.

Por Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada | 05/06/18 - 15:06 | [Leia Mais] |

A pesquisadora Fernanda Lopes participa da 4ª Conapir - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Maioria de mortes maternas no país ocorre entre mulheres negras jovens

Mais da metade (54,1%) das mortes maternas no Brasil ocorrem entre as mulheres negras de 15 a 29 anos. A população negra feminina também tem duas vezes mais chance de morrer por causas relacionadas à gravidez, ao parto e ao pós-parto do que as mulheres brancas. A informação foi destacada pela doutora em saúde pública, Fernanda Lopes, durante as discussões da 4ª Conferência Nacional da Promoção da Igualdade Racial (Conapir).
“Estas mulheres morrem com uma frequência maior, prioritariamente por hipertensão, um problema que poderia ser identificado lá no pré-natal. Mas, estas mulheres são as que menos têm informações sobre sinais de parto, que com mais frequência têm o pré-natal considerado inadequado e são aquelas que mais peregrinam até conseguirem vaga na maternidade para dar à luz”, destacou Fernanda.

Por Débora Brito | 30/05/18 - 13:05 | [Leia Mais] |