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Aplicativo vai mapear zonas de risco para a população LGBT

Idealizado a partir do projeto Resistência Arco-Íris, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), o aplicativo Dandarah propõe um ecossistema digital para facilitar à população LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e intersexos) se informar, denunciar, registrar, enfrentar e evitar diversas formas de violência às quais essa população está sujeita. O lançamento será em 18 de dezembro a partir das 13h, no Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos (Rua Leopoldo Bulhões 1.480, quarto andar) e contará com mesas temáticas sobre violência LGBTIfóbica, apresentação da metodologia e resultados do projeto e apresentações culturais. A pesquisadora responsável pelo Projeto Resistência Arco-Íris, Mônica Malta, teve como base para o desenvolvimento do app uma pesquisa iniciada há dois anos na Ensp e também as informações obtidas por meio de grupos mobilizados em diversas cidades brasileiras, reunindo lideranças, profissionais de educação, assessoras parlamentares e ativistas LGBTI.

Por Agência Fiocruz de Notícias | 09/12/19 - 16:12 | [Leia Mais] |

Especificidades e desafios das políticas públicas de saúde na Amazônia

As repercussões nacionais e internacionais decorrentes do incremento de queimadas na Amazônia reafirmam a ideia de que embora aconteçam em territórios específicos, tais eventos são fenômenos multiescalares e multideterminados que transcendem o plano local, tornando complexa sua apreensão e exigindo abordagens inovadoras. O exemplo exprime características do espaço amazônico, tendo implicações relevantes na implementação de políticas de saúde ali praticadas. A chamada Amazônia Legal, formada por 9 estados e 772 municípios, tem 27,5 milhões de habitantes, dentre os quais cerca de 400 mil indígenas de 170 etnias distintas. No conjunto, essa população tem oferta insuficiente de serviços públicos de toda ordem, ao lado das conhecidas dificuldades de infraestrutura, em particular comunicação e transportes. Além disso, o que chamamos de Amazônia é, de fato, um cenário socioambiental heterogêneo e multifacetado onde coexistem centros urbanos modernos populosos, pequenas cidades relativamente isoladas, além de populações tradicionais de diversos tipos dispersas em áreas rurais remotas, em territórios praticamente inexpugnáveis.

Por Luiza Garnelo - na Revista Cadernos de Saúde Pública | 05/12/19 - 14:12 | [Leia Mais] |

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Encontro latino-americano debaterá formação em saúde pública

Instituições e centros formadores em saúde do Brasil, Argentina, Chile, Costa Rica, Cuba, México, Paraguai, Peru e Uruguai estarão reunidos na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), entre os dias 2 e 4 de dezembro, para o III Colóquio Latino-Americano de Formação em Saúde Pública. Com o tema Compromisso com a Educação e Saúde dos povos latino-americanos, o evento internacional pretende reforçar o intercâmbio de experiências e desafios da formação e qualificação em saúde de quadros estratégicos para os sistemas de saúde do continente. A atividade será aberta aos interessados. O III Colóquio tem apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz (VPAAPS) e da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz (VPPCB). O diretor da ENSP, Hermano Castro, reforça que a formação em saúde, as questões ambientais e a pesquisa serão fortemente debatidas no Colóquio. “É importante destacar o papel da Fiocruz e da ENSP na Rede de Escolas de Saúde Pública. O momento que vivemos na América Latina e o conjunto de diferenças políticas apontam para alguns retrocessos e dificuldades nos sistemas de saúde e na formação.

Por Informe Ensp | 28/11/19 - 16:11 | [Leia Mais] |

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Violência Contra a Juventude Negra

Uma pesquisa da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e do Senado Federal constatou que 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. Segundo a oficial de programa para gênero e raça do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Raquel Quintiliano, existe um processo histórico de tornar a morte dos jovens negros invisível. Em 2017, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha “Vidas Negras” para o combate à morte da juventude negra do Brasil. Um dos objetivos foi alertar sobre como o racismo restringe a cidadania de pessoas negras de diferentes formas. Para a ONU, o racismo é uma das principais causas de violência e letalidade a que a população negra está submetida. No Brasil, sete em cada dez pessoas assassinadas são negras e cinco vidas, na faixa entre 15 e 29 anos, são tiradas a cada duas horas. É uma realidade a despeito de ser o país cuja maioria da população é negra (cerca de 55%), além de ser a nação que tem o maior número de negros fora do continente africano.

Por Canal Saúde | 21/11/19 - 16:11 | [Leia Mais] |

Jovens pretos ou pardos são o grupo com mais chances de ser vítima de homicídio - Foto: David Whittaker/Nappy

Taxa de homicídio de pretos ou pardos é quase três vezes maior que a de brancos

As taxas de homicídio no país não se reduziram no período de 2012 a 2017. Pelo contrário, entre pessoas pretas ou pardas, essa taxa aumentou de 37,2 para 43,4 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto, para a população branca, o índice ficou estável entre 15,3 e 16. Essa diferença significa que pretos ou pardos tinham 2,7 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio em 2017.
Os dados, divulgados hoje pelo IBGE, são do estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, e ajudam o país a acompanhar a meta de reduzir taxas de mortalidade relacionadas à violência, parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). As diferenças são ainda mais acentuadas na população jovem. A taxa de homicídios chega a 98,5 entre pessoas pretas ou pardas de 15 a 29 anos. Entre jovens brancos na mesma faixa etária, a taxa de homicídios é de 34 por 100 mil habitantes. Os números ainda mostram que estudantes pretos ou pardos do 9° ano do ensino fundamental vivenciavam mais experiências violentas do que os brancos.

Por Marilia Loschi | 13/11/19 - 15:11 | [Leia Mais] |

Pretos ou pardos estão mais escolarizados, mas desigualdade em relação aos brancos permanece

Em 2018, no Brasil, os pretos ou pardos passaram a ser 50,3% dos estudantes de ensino superior da rede pública, porém, como formavam a maioria da população (55,8%), permaneceram sub-representados. Além disso, entre a população preta ou parda de 18 a 24 anos que estudava, o percentual cursando ensino superior aumentou de 2016 (50,5%) para 2018 (55,6%), mas ainda ficou abaixo do percentual de brancos da mesma faixa etária (78,8%). Nesse mesmo período, o percentual de jovens de 18 a 24 anos pretos ou pardos com menos de 11 anos de estudo e que não frequentava escola caiu de 2016 (30,8%) para 2018 (28,8%). Esse indicador era de 17,4% entre os brancos, em 2018. No mercado de trabalho, os pretos ou pardos representavam 64,2% da população desocupada e 66,1% da população subutilizada. E, enquanto 34,6% dos trabalhadores brancos estavam em ocupações informais, entre os pretos ou pardos esse percentual era de 47,3%.

Por Agência IBGE Notícias | 13/11/19 - 13:11 | [Leia Mais] |

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