Posts marcados como " Desenvolvimento Econômico "

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Série: Implementação da Agenda 2030 e dos ODS: Perspectivas no Brasil (5)

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo segundo o Relatório Global de Desenvolvimento Humano de 2016 do PNUD, pois ocupa a 10ª posição no ranking da desigualdade (medida pelo coeficiente de Gini), de um conjunto de 143 países. Reconhecer e combater esta desigualdade é um desafio complexo e permanente para a sociedade brasileira. Um recente informe publicado pelo PNUD, IPEA e Fundação João Pinheiro, no âmbito do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, traz a desagregação do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), e outros 170 dados socioeconômicos, por cor, sexo e situação de domicílio que pode ser acessado na plataforma do Atlas Brasil. Os territórios contemplados abrangem o Brasil, todas as Unidades da Federação, 20 Regiões Metropolitanas e 111 municípios, para os anos censitários de 2000 e 2010. Mudanças positivas no desenvolvimento humano do país foram apontadas em sucessivos relatórios e analisadas em edições do referido Atlas (1998, 2003 e 2013).

Por Prof. Paulo M. Buss | 17/08/17 - 14:08 | [Leia Mais] |

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Desigualdade sem fim

Ao mesmo tempo em que celebra suas ricas diferenças culturais e sociais, o Brasil carrega traços de uma desigualdade regional profunda. O brasileiro da região Centro-sul vive uma realidade socioeconômica muito distinta de quem vive, por exemplo, às margens do Rio São Francisco ou na Amazônia. As diferenças no acesso a bens públicos, infraestrutura e investimentos são alguns dos fatores que evidenciam a necessidade de uma estratégia de políticas de longo prazo. Para avivar essa discussão, Região e Redes entrevistou o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Aristides Monteiro Neto, que organizou o livro Desenvolvimento Regional no Brasil: Políticas, estratégias e perspectivas. O livro procurou realizar, para o período 2000-2014, um balanço de experiências, soluções e novos problemas afetos à dimensão regional do desenvolvimento brasileiro. Esta data tem a ver com a disponibilidade de dados e informações estatísticas (por exemplo, os PIB estaduais de 2014 somente foram estimados em fins de 2016) e com o fim de um ciclo de governo.

Entrevista com Aristides Monteiro Neto | 09/08/17 - 15:08 | [Leia Mais] |

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Série: Declaração de Ministros do Fórum Político de Alto Nível (HLPF) sobre Agenda 2030 e ODS de 2017: Passos a frente?(4)

Na Declaração Ministerial, os representantes máximos dos países participantes, reafirmaram “o compromisso de aplicar efetivamente a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, para todas as pessoas, em todo o mundo, assegurando-nos de que ninguém fique para trás”, vale dizer, os princípios da universalidade e equidade no desenvolvimento. Apesar de afirmar que, transcorridos quase dois anos, os esforços de implementação da agenda produziram resultados alentadores em muitos âmbitos, o documento reconhece que o ritmo deve se acelerar, porque os desafios se tornaram ainda mais urgentes e o enfrentamento dos mesmos, inadiável. A Declaração se compromete com a realização das metas e meios de implementação de todos os ODS que foram priorizados no debate deste ano: ODS sobre pobreza (1), fome (2), saúde (3), gênero (5), infraestrutura e industrialização (9) e 14 (oceanos), assim como o Objetivo 17 (governança e cooperação), dando ênfase especial à erradicação da pobreza.

Por Paulo Buss e Guto Galvão, de Washington, DC | 01/08/17 - 14:08 | [Leia Mais] |

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Pesquisadores identificam riscos para a saúde resultantes da seca no Semiárido

Pesquisadores da Fiocruz, junto a pesquisadores das universidades de Washington (EUA) e de Canberra (Austrália), lançaram um informe sobre vulnerabilidades, exposições, perigos e riscos para a saúde, resultante das secas para 1.135 municípios em nove estados do Semiárido Brasileiro (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe). O estudo mostra que os municípios do Semiárido têm condições menos favoráveis nas dimensões sociais, ambientais, econômicas e de saúde, quando comparados com os demais municípios do país. E ainda, dentro dos próprios estados, os municípios no Semiárido apresentam condições mais adversas que os municípios fora desta região, no mesmo estado. “O estudo toma dados básicos e utiliza os conceitos de risco de desastre em função das exposições, das vulnerabilidades e dos perigos que enfrentam as comunidades no Semiárido, para construção de um índice com a finalidade de apoiar a tomada de decisões”, comentou a pesquisadora Aderita Sena, autora principal do estudo.

Por Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) | 28/07/17 - 14:07 | [Leia Mais] |

Série: Avanços e retrocessos na implementação da Agenda 2030 e ODS na América Latina e Caribe (3)

A iniciativa mais importante e abrangente sobre a Agenda e os ODS na ALC, até o momento, é o Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável, criado pelos Estados-membros da Comissão Económica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em sua sessão anual de 2016, realizada na Cidade do México. A proposta materializou-se na resolução 700 (XXXVI), que o cria como mecanismo regional para acompanhar e analisar a aplicação e o acompanhamento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, os ODS, suas metas e meios de implementação, e da Agenda para Ação Adis Abeba sobre o Financiamento do Desenvolvimento. Posteriormente, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) aprovou a criação do Fórum através da sua Resolução 2016/12. O Fórum é liderado pelos Estados e aberto à participação de todos os países da América Latina e do Caribe. É convocado sob os auspícios da CEPAL e guiado pelos princípios estabelecidos para todos os processos de monitoramento e revisão da Agenda 2030. Envolve os Estados, o setor privado e a sociedade civil, bem como os órgãos subsidiários da CEPAL, bancos de desenvolvimento, outras agências das Nações Unidas e blocos de integração regional.

Por Prof. Paulo M. Buss | 25/07/17 - 15:07 | [Leia Mais] |

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Informe Epidemiológico das Américas. Leishmanioses

Nas Américas, as leishmanioses seguem sendo um problema de saúde pública devido a sua magnitude e complexidade clínica, biológica e epidemiológica. Afeta predominantemente os mais pobres, sobretudo em países em desenvolvimento, fato requer um esforço coletivo e um compromisso compartido entre os governos, as organizações, instituições e a sociedade para seu controle. Em 2016, os Estados Membros da Organização Pan-Americana da Saúde – OPS/OMS aprovaram mediante a Resolução CD55. R09 do Conselho Diretivo o Plano de ação para eliminação das doenças negligenciadas e medidas posteriores a eliminação 2016-2022. Neste Plano de ação, foram definidos objetivos específicos para o fortalecimento da vigilância e controle das leishmanioses nas Américas. Com este propósito, foi elaborado o Plano de Ação de Leishmanioses das Américas 2017-2022, detalhando as metas, indicadores e linhas de ações para reduzir a morbidade e mortalidade por leishmanioses na Região.

Por Organização Pan-Americana da Saúde | 13/07/17 - 14:07 | [Leia Mais] |

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Série: Agenda 2030 e ODS: Documentos úteis para alimentar o debate entre acadêmicos e políticos (2)

Documentos importantes, preparados por comissões independentes de alto nível sobre o processo de desenvolvimento na esfera global, que devem ser conhecidos pelos interessados no processo, pela qualidade de seus dados e pela pertinência de suas conclusões e recomendações são:
1) o Informe da Comissão Universidade de Oslo – The Lancet (2014);
2) o Informe da Comissão The University College London – The Lancet (2012);
Outros dois documentos sobre questões ambientais que trazem informações abundantes e posições polêmicas são:
1) o Informe da Comissão The Fundação Rockefeller – Lancet (2016);
2) o Informe sobre Saúde e Mudanças Climáticas (2015);
Mais dois documentos úteis, sempre que utilizados de forma crítica, foram publicados recentemente pelo Banco Mundial:
1) o Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2017: Governança e o Direito;
2) o Atlas sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2017.

Por Prof. Paulo M. Buss | 12/07/17 - 17:07 | [Leia Mais] |