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Ipea apresenta dados de vulnerabilidade social por cor, sexo e domicílio

De 2011 a 2015, o Brasil manteve tendência de redução da vulnerabilidade social, mas em velocidade inferior à observada no período entre 2000 e 2010. Ao analisar os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), entre 2011 e 2015, a taxa média anual de redução foi de 1,7%, ao passo que entre 2000 e 2010, com dados do Censo Demográfico, essa taxa era de 2,7% ao ano. Esse é um dos destaques do lançamento da nova plataforma do Atlas da Vulnerabilidade Social, ocorrido na sede do Ipea, em Brasília, nesta quarta-feira, 23/08. “É importante ressaltar que continuamos num processo de avanço na redução da desigualdade na dimensão Capital Humano, ligada à educação e à formação da família”, explica Marco Aurélio Costa, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e coordenador do estudo. Foram divulgados dados de 2011 a 2015, com base em informações da Pnad, além da desagregação desses dados por sexo, cor e situação de domicílio para o período e também para 2000 e 2010 – com base no Censo Demográfico (IBGE).

Por Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada | 25/08/17 - 18:08 | [Leia Mais] |

Como a atenção primária pode reduzir a desigualdade racial

O índice de mortalidade por condições sensíveis à atenção primária (mortes evitáveis) é entre 17% e 23% maior em brasileiros que se autodeclaram negros ou pardos. Entretanto, a expansão da atenção primária possui um papel importante na redução de iniquidades sociais em saúde e pode ajudar a reverter estes números. Estes são alguns dos resultados apontados no estudo Association between expansion of primary healthcare and racial inequalities in mortality amenable to primary care in Brazil: a national longitudinal analysis, publicado no periódico científico de acesso aberto PLoS Medicine.
Ao analisar o impacto da expansão do programa Estratégia de Saúde da Família (ESF) no período de 2000 a 2013, os pesquisadores identificaram uma redução duas vezes maior na mortalidade evitável nas populações autodeclaradas negras ou pardas quando comparada com populações brancas. Ainda que a expansão da ESF tenha sido associada a uma redução de 6,8% na mortalidade por Condições Sensíveis à Atenção Primária entre pessoas brancas, a redução entre negros e pardos foi de 15,4%.

Por Região e Redes | 22/08/17 - 16:08 | [Leia Mais] |

Curso à distância sobre Acesso à Saúde: Informação, Comunicação e Equidade

Em parceria com o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense (ISC/UFF), o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fiocruz, está lançando um […]

Por | 22/08/17 - 14:08 | [Leia Mais] |

obje

Série: Implementação da Agenda 2030 e dos ODS: Perspectivas no Brasil (5)

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo segundo o Relatório Global de Desenvolvimento Humano de 2016 do PNUD, pois ocupa a 10ª posição no ranking da desigualdade (medida pelo coeficiente de Gini), de um conjunto de 143 países. Reconhecer e combater esta desigualdade é um desafio complexo e permanente para a sociedade brasileira. Um recente informe publicado pelo PNUD, IPEA e Fundação João Pinheiro, no âmbito do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, traz a desagregação do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), e outros 170 dados socioeconômicos, por cor, sexo e situação de domicílio que pode ser acessado na plataforma do Atlas Brasil. Os territórios contemplados abrangem o Brasil, todas as Unidades da Federação, 20 Regiões Metropolitanas e 111 municípios, para os anos censitários de 2000 e 2010. Mudanças positivas no desenvolvimento humano do país foram apontadas em sucessivos relatórios e analisadas em edições do referido Atlas (1998, 2003 e 2013).

Por Prof. Paulo M. Buss | 17/08/17 - 14:08 | [Leia Mais] |

Sem título

Desigualdade sem fim

Ao mesmo tempo em que celebra suas ricas diferenças culturais e sociais, o Brasil carrega traços de uma desigualdade regional profunda. O brasileiro da região Centro-sul vive uma realidade socioeconômica muito distinta de quem vive, por exemplo, às margens do Rio São Francisco ou na Amazônia. As diferenças no acesso a bens públicos, infraestrutura e investimentos são alguns dos fatores que evidenciam a necessidade de uma estratégia de políticas de longo prazo. Para avivar essa discussão, Região e Redes entrevistou o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Aristides Monteiro Neto, que organizou o livro Desenvolvimento Regional no Brasil: Políticas, estratégias e perspectivas. O livro procurou realizar, para o período 2000-2014, um balanço de experiências, soluções e novos problemas afetos à dimensão regional do desenvolvimento brasileiro. Esta data tem a ver com a disponibilidade de dados e informações estatísticas (por exemplo, os PIB estaduais de 2014 somente foram estimados em fins de 2016) e com o fim de um ciclo de governo.

Entrevista com Aristides Monteiro Neto | 09/08/17 - 15:08 | [Leia Mais] |

buss

Série: Declaração de Ministros do Fórum Político de Alto Nível (HLPF) sobre Agenda 2030 e ODS de 2017: Passos a frente?(4)

Na Declaração Ministerial, os representantes máximos dos países participantes, reafirmaram “o compromisso de aplicar efetivamente a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, para todas as pessoas, em todo o mundo, assegurando-nos de que ninguém fique para trás”, vale dizer, os princípios da universalidade e equidade no desenvolvimento. Apesar de afirmar que, transcorridos quase dois anos, os esforços de implementação da agenda produziram resultados alentadores em muitos âmbitos, o documento reconhece que o ritmo deve se acelerar, porque os desafios se tornaram ainda mais urgentes e o enfrentamento dos mesmos, inadiável. A Declaração se compromete com a realização das metas e meios de implementação de todos os ODS que foram priorizados no debate deste ano: ODS sobre pobreza (1), fome (2), saúde (3), gênero (5), infraestrutura e industrialização (9) e 14 (oceanos), assim como o Objetivo 17 (governança e cooperação), dando ênfase especial à erradicação da pobreza.

Por Paulo Buss e Guto Galvão, de Washington, DC | 01/08/17 - 14:08 | [Leia Mais] |

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Pesquisadores identificam riscos para a saúde resultantes da seca no Semiárido

Pesquisadores da Fiocruz, junto a pesquisadores das universidades de Washington (EUA) e de Canberra (Austrália), lançaram um informe sobre vulnerabilidades, exposições, perigos e riscos para a saúde, resultante das secas para 1.135 municípios em nove estados do Semiárido Brasileiro (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe). O estudo mostra que os municípios do Semiárido têm condições menos favoráveis nas dimensões sociais, ambientais, econômicas e de saúde, quando comparados com os demais municípios do país. E ainda, dentro dos próprios estados, os municípios no Semiárido apresentam condições mais adversas que os municípios fora desta região, no mesmo estado. “O estudo toma dados básicos e utiliza os conceitos de risco de desastre em função das exposições, das vulnerabilidades e dos perigos que enfrentam as comunidades no Semiárido, para construção de um índice com a finalidade de apoiar a tomada de decisões”, comentou a pesquisadora Aderita Sena, autora principal do estudo.

Por Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) | 28/07/17 - 14:07 | [Leia Mais] |