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Diferenças sociais: pretos e pardos morrem mais de COVID-19 do que brancos, segundo NT11 do NOIS

Em sua 11ª Nota Técnica (NT), o Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (NOIS), liderado pelo Departamento de Engenharia Industrial do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), analisou a variação da taxa de letalidade da COVID-19 no Brasil (número total de óbitos dividido pelo total de casos encerrados, ou seja: com alta ou óbito) conforme as variáveis demográficas e socioeconômicas da população. Idade, município do caso registrado, raça/cor, escolaridade, tipo de internação (enfermaria ou Unidade Terapia Intensiva – UTI) e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), utilizando valores obtidos pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (2010) para 5.565 municípios de ocorrência dos casos da COVID-19, foram os índices considerados no estudo.

Por Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (NOIS), liderado pelo Departamento de Engenharia Industrial do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) | 28/05/20 - 13:05 | [Leia Mais] |

Vulnerabilidade a formas graves de COVID-19: uma análise intramunicipal na cidade do Rio de Janeiro, Brasil

Diante da pandemia de COVID-19 e da escassez de ferramentas para orientar as ações de vigilância, controle e assistência de pessoas infectadas, o presente artigo tem por objetivo evidenciar áreas de maior vulnerabilidade aos casos graves da doença na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, caracterizada por grande heterogeneidade socioespacial. Para o estabelecimento dessas áreas foi elaborado um índice de vulnerabilidade aos casos graves de COVID-19 com base na construção, ponderação e integração de três planos de informação: a densidade intradomiciliar média, a densidade de pessoas com 60 anos ou mais (ambas por setor censitário) e a incidência de tuberculose por bairros no ano de 2018. Os dados referentes à densidade intradomiciliar e de pessoas com 60 anos ou mais provêm do Censo Demográfico de 2010 e os de incidência de tuberculose do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Por Jefferson Pereira Caldas dos Santos, Alexandre San Pedro Siqueira, Heitor Levy Ferreira Praça, Hermano Gomes Albuquerque | 27/05/20 - 13:05 | [Leia Mais] |

Pandemia exacerba desigualdades na Saúde

Vivemos uma pandemia global sem precedente em nossa geração. Atravessamos uma tempestade sanitária, guiados por diretrizes ainda experimentais – extraídas de um conhecimento científico rudimentar, em construção – ao tempo em que tentamos conter a pulsão de morte dos que boicotam o isolamento social, com a propagação de notícias falsas que encorajam a população a ignorar recomendações sanitárias, e relutam em garantir os investimentos indispensáveis para fazer frente à pandemia. São tempos difíceis para os trabalhadores da Saúde. Estamos todos sob a mesma tempestade e participamos do mesmo esforço coletivo para não deixar a população à deriva. Mas não estamos no mesmo barco. A desigualdade social encontrada no Brasil é um terreno fértil para a disseminação da COVID-19, dificultando o isolamento social, restringindo acesso a insumos básicos para higiene e proteção, e dificultando a própria assistência aos serviços de Saúde.

Por Maria Cecília de Souza Minayo e Neyson Pinheiro Freire | 18/05/20 - 16:05 | [Leia Mais] |

Mais Médicos melhora indicadores em municípios vulneráveis

O Programa Mais Médicos fez com que, nos municípios mais vulneráveis do país, diminuíssem as internações por condições sensíveis à atenção primária (como insuficiência cardíaca, gastroenterite e asma). O cuidado pré-natal melhorou e a mortalidade na infância foi reduzida. O Programa também possibilitou a ampliação dos recursos para atenção à saúde, com a compra de equipamentos médicos para municípios vulneráveis, especialmente aparelhos de ultrassom e mamógrafos. Essas são algumas conclusões de um estudo realizado pelo Projeto Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (Proadess). A equipe do projeto, coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), analisou dados de 1.455 municípios de todo o Brasil. E concluiu que, no período entre 2013 e 2017, o Mais Médicos possibilitou a melhoria de vários indicadores de saúde nos municípios mais vulneráveis do país: aqueles que contam com mais de 20% de sua população abaixo da linha de pobreza.

Por Assessoria de Comunicação do Icict/Fiocruz | 18/05/20 - 15:05 | [Leia Mais] |

O efeito devastador da pandemia da COVID-19 na resposta à Tuberculose

A Tuberculose (TB) mata 1,5 milhão de pessoas todos os anos, mais do que qualquer outra doença infecciosa. A incidência e as mortes por tuberculose têm diminuído de forma constante nos últimos anos, fruto das atividades dos países mais afetados pela TB para encontrar precocemente as pessoas com tuberculose e proporcioná-las um tratamento adequado. Resumo dos resultados de um novo estudo de modelação, realizado pela Parceria Stop TB em colaboração com o Imperial College, Avenir Health, Johns Hopkins University e a USAID, mostram:
Embora as respostas rigorosas à COVID-19 possam durar apenas meses, elas teriam um impacto duradouro na TB em ambientes sobrecarregados, através do seu efeito principalmente no diagnóstico e tratamento da TB.
Globalmente, um confinamento de 3 meses e uma restauração prolongada de 10 meses podem levar a 6,3 milhões de casos adicionais de TB entre os anos de 2020 e 2025, e a 1,4 milhões de mortes adicionais por TB durante esse mesmo período.

Por Stop TB Partnership | 14/05/20 - 11:05 | [Leia Mais] |

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Saúde coletiva: múltiplos olhares sobre a pandemia

Um conjunto muito grande de artigos científicos tem sido publicado sobre o vírus e a epidemia, muitos deles difundidos na mídia. Grande parte engloba pesquisa básica ou aplicada que focaliza seja a estrutura física do vírus, seja o manejo clínico dos afetados, além dos estudos epidemiológicos e matemáticos sobre a propagação do contágio, dos agravamentos dos quadros e dos óbitos. Essas costumam ser as pesquisas mais discutidas e visibilizadas pela mídia de modo geral – de tal forma que, para o grande público, quando se fala que a resposta à epidemia deve vir da ciência, pensa-se imediatamente em tubos de ensaio, luvas, óculos e macacões de proteção, ou ainda no universo quantitativo do cálculo das curvas e de como achatá-las. São pesquisas extremamente relevantes e que certamente serão responsáveis pela sobrevivência e saúde de todos nós. Mas nem só de tubos de ensaio e cálculos matemáticos vive uma epidemia.

Por UERJ/IMS - Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro | 05/05/20 - 19:05 | [Leia Mais] | 4 Comentários »

Ciclo de Estudos – Saúde e Ambiente, Saúde do trabalhador e Emergência em Saúde – Covid 19

Alinhado com a missão institucional, e dialogando com as teses aprovadas no VIII Congresso Interno da FIOCRUZ, a vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) dá início ao Ciclo de Estudos Saúde e Ambiente, Saúde do Trabalhador e Emergência em Saúde – COVID 19, com o objetivo de contribuir na atualização da produção, disseminação e compartilhamento de conhecimentos e tecnologias em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde, a promoção da saúde e a qualidade de vida da população brasileira. O Ciclo de Estudos é uma atividade da Fiocruz como Centro Colaborador OPAS/OMS em Saúde Pública e Ambiente, e será realizado em caráter continuado com participação ativa da Câmara Técnica de Saúde e Ambiente da Fiocruz.

Por VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz | 27/04/20 - 15:04 | [Leia Mais] |