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Portadores de hanseníase são segregados no Brasil, diz relatora da ONU

A relatora especial da Organização das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra Pessoas Afetadas pela Hanseníase, Alice Cruz, afirmou hoje (14), que, no Brasil, quem tem confirmado o diagnóstico da doença sofre uma segregação “institucionalizada e interpessoal”. Segundo a especialista, ainda na atualidade, embora comunidades – mais frequentemente denominadas colônias – continuem funcionando em quase todos os estados do país, elas não operam dentro de um modelo capaz de mitigar a “indigência institucional” à qual estão submetidos os hansenianos.
A representante da ONU visitou, entre os dias 7 e 14 de maio, diversos pontos do Rio de Janeiro e do Pará, como o Hospital Curupaiti, situado na zona oeste da capital fluminense, para levantar informações sobre os direitos das pessoas portadoras da hanseníase. A emissária da ONU destacou que o Brasil é um dos poucos países que instituíram um marco legal antidiscriminatório e medidas de reparação a hansenianos.

Por Letycia Bond | 14/05/19 - 16:05 | [Leia Mais] |

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Mauricio Barreto: “É falso pensar que os migrantes são responsáveis pela disseminação de problemas de saúde”

Antes de começar a ouvir as perguntas, Barreto, que é professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFBA, intervém fazendo um esclarecimento. “Eu gostaria de dizer antes de qualquer coisa que nem toda migração é forçada e, embora isso seja algo óbvio, nestes tempos parece não ser muito. Algumas pessoas migram por sua própria opção. Existem países desenvolvidos com políticas destinadas a atrair imigrantes. O Canadá tem uma forte política de atrair profissionais qualificados. Os próprios Estados Unidos têm até hoje políticas para atrair pessoas altamente qualificadas. Além disso, a Inglaterra e muitos países europeus atraem profissionais de várias áreas, incluindo a saúde. Com a discussão do Brexit, estamos vendo hoje que a Inglaterra tem um problema sério: grande parte de sua força de trabalho, especialmente em algumas áreas, como a enfermagem, é formada por pessoas de outros países”.

Entrevista com Mauricio Barreto | 08/05/19 - 17:05 | [Leia Mais] |

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OTSS e Funasa ampliam intercâmbio para construção de tecnologias sociais inovadoras

Como uma tecnologia social pode ser incorporada no dia-a-dia de uma comunidade tradicional? O intercâmbio de saberes entre a academia e os povos e comunidades que vivem no território da Bocaina é o eixo norteador da política de atuação do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS). Nesse contexto, desde 2009, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) apoia iniciativas da Fiocruz na região, no campo da saúde territorializada, ou seja, ações que constroem um ambiente saudável por meio de práticas sustentáveis que dialoguem com o modo de vida de caiçaras, indígenas e quilombolas. A pauta central das ações desenvolvidas pelo OTSS é a promoção da saúde. Esse tema se amplia para olhar os territórios e suas necessidades em áreas como saneamento ecológico, agroecologia e turismo de base comunitária (TBC), entre outras ações que fazem parte do trabalho que vem sendo executado pelo projeto em parceria com a Funasa.

Por Vanessa Cancian | 24/04/19 - 16:04 | [Leia Mais] |

Atuação da Fiocruz Brasília em Territórios Saudáveis e Sustentáveis é destaque no 2º Ciclo de Debates de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade

A Fiocruz Brasília tem protagonizado uma série de iniciativas voltadas para o estabelecimento de Territórios Saudáveis e Sustentáveis (TSS) nas regiões do semiárido e do cerrado, resultantes de acordos de […]

Por | 11/04/19 - 14:04 | [Leia Mais] |

“É preciso entender a promoção à saúde não só com foco no indivíduo e no que conhecemos como comunicação em saúde, mas como uma forma de olhar para a saúde como um todo”, explicou Buss (foto: Peter Ilicciev)

Palestra na Fiocruz traça histórico da promoção à saúde

Como parte da 1ª Conferência de Promoção da Saúde da Fiocruz, que aconteceu na Tenda da Ciência, na segunda-feira (8/4), o ex-presidente da Fundação e diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde, Paulo Buss, apresentou a palestra magna Promoção da Saúde, atenção básica e interface com a Agenda do Desenvolvimento 2030 e seus ODS.
Em sua fala, Buss apresentou a promoção à saúde como uma das principais estratégias a atenção primária em saúde, Buss destacou quatro marcos internacionais da trajetória desta abordagem: a Conferência de Alma-Ata, em 1978, a Carta de Ottawa, em 1986, a Conferência de Astana, em 2018 e a Agenda dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, estabelecida pela ONU em 2015.
“É preciso entender a promoção à saúde não só com foco no indivíduo e no que conhecemos como comunicação em saúde, mas como uma forma de olhar para a saúde como um todo”, explicou.

Por Julia Dias | 11/04/19 - 08:04 | [Leia Mais] |

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Igualdade de gênero é uma das metas para um mundo mais sustentável até 2030

Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que formam um conjunto de metas a serem cumpridas até 2030 pelos 193 países das Nações Unidas (ONU). Apesar de ser um objetivo específico na agenda mundial, a igualdade de gênero é um tema transversal que não se restringe às mulheres.
O Objetivo 5, sobre igualdade de gênero, tem 14 indicadores, mas existem outros 40 com dados desagregados por sexo nos outros ODS, mostrando que um mundo mais sustentável passa, necessariamente, pelas questões de gênero. No Brasil, é o IBGE que articula a construção desses indicadores e consolida todos eles na Plataforma ODS Brasil, onde estão disponíveis os estágios das metas no país. A coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Barbara Cobo, é a responsável pelo ODS 5 no instituto e diz que os dados ajudam a desmistificar o assunto.

Por Pedro Renaux | 03/04/19 - 14:04 | [Leia Mais] |

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Em 20 anos, armas de fogo mataram 145 mil jovens no Brasil, aponta SBP

No Brasil, a cada 60 minutos uma criança ou adolescente morre em decorrência de ferimentos por arma de fogo. Nas últimas duas décadas, mais de 145 mil jovens, com idades entre zero e 19 anos, faleceram em consequência de disparos, acidentais ou intencionais, como em casos de homicídio ou suicídio. Os números fazem parte de um levantamento elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com o objetivo de ajudar a entender esse problema que atinge proporções endêmicas e com implicações nos indicadores de saúde pública. Segundo o levantamento da entidade, que considerou os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, em 2016 (ano mais recente disponível), foram registrados 9.517 óbitos. O número é praticamente o dobro do identificado há 20 anos (4.846 casos, em 1997), representando em números absolutos o pico dessa série histórica.

Por Sociedade Brasileira de Pediatria | 21/03/19 - 14:03 | [Leia Mais] |