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Para prevenir violência no Brasil, estudo recomenda investir em jovens e reduzir acesso a armas

Os autores do diagnóstico, Robert Muggah e Ana Paula Pellegrino, alertam que, para reduzir a violência, é necessário ampliar as oportunidades para pessoas jovens por meio de investimentos em educação e empregabilidade equitativos e capazes de desafiar estereótipos de identidade e raça. O foco deve ser dado às regiões menos assistidas pelas políticas públicas. Além disso, é recomendada a redução do acesso às armas de fogo. O levantamento aponta que os negros têm 2,5 vezes mais chances de serem vítimas de assassinato do que os não negros. Entre 2006 e 2016, os homicídios entre negros subiu 23,1%, enquanto entre os não negros houve queda de 6,8%. Os jovens negros são também as principais vítimas de violência policial. O levantamento aponta que os negros têm 2,5 vezes mais chances de serem vítimas de assassinato do que os não negros. Entre 2006 e 2016, os homicídios entre negros subiu 23,1%, enquanto entre os não negros houve queda de 6,8%. Os jovens negros são também as principais vítimas de violência policial. Além da desigualdade racial, a desigualdade territorial e socioeconômica também é lembrada no estudo, uma vez que os indicadores mostram que a exposição à violência é maior em áreas sem serviços públicos, com presença de grupos do crime organizado e pronta disponibilidade de armas de fogo.

Por ONU Brasil | 14/02/20 - 12:02 | [Leia Mais] |

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OMS propõe medidas para salvar 7 milhões de vidas ameaçadas pelo câncer

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca nesta terça-feira (4) a necessidade de aumentar os serviços de atenção à saúde destinados ao tratamento de câncer em países de baixa e média renda. A OMS alerta que, se as tendências atuais continuarem, haverá um aumento de 60% nos casos de câncer no mundo nas próximas duas décadas. O maior aumento (81%) no número de novos casos ocorrerá em países de baixa e média renda, onde as taxas de sobrevivência são atualmente as mais baixas. Isso se deve em grande parte ao fato de esses países terem priorizado as ações de saúde e seus limitados recursos na luta contra doenças infectocontagiosas e na melhoria da saúde materno-infantil – enquanto deixam uma lacuna nos sistemas de saúde quanto a organização para prevenção, triagem, diagnóstico e tratamento adequados para as pessoas com câncer. Em 2019, mais de 90% dos países de alta renda relataram ter sistemas abrangentes de tratamento de câncer no sistema público de saúde, enquanto menos de 15% dos países de baixa renda possuem esses sistemas. “Este é um alerta para todos nós para combatermos as desigualdades inaceitáveis no tratamento do câncer entre os serviços de saúde dos países ricos e pobres”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Por OPAS/OMS Brasil | 04/02/20 - 15:02 | [Leia Mais] |

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Austeridade aprofunda desigualdade em mortes violentas, diz estudo

Um estudo inédito conduzido por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) detectou um aumento nas taxas de suicídio e homicídio após o Brasil ter sido afetado pela crise econômica e adotado medidas de austeridade, em 2014.
O impacto, porém, não foi uniforme em todo o território: municípios mais pobres foram mais afetados do que os ricos – que até tiveram uma melhora em alguns dos índices. No estudo, que analisou dados de 2010 a 2017, as taxas de morte por acidentes de trânsito reduziram significativamente, especialmente nos municípios com melhores índices de desenvolvimento humano. O estudo foi publicado na edição de dezembro do periódico Ciência e Saúde Coletiva.
De modo geral, o estudo indicou que as taxas de suicídio aumentaram em 10% entre 2010 e 2014 e em 11% entre 2014 e 2017. Contudo, quando analisado por região, os maiores aumentos no mesmo período foram encontrados no Norte, chegando a 22%, Sul (18%) e Nordeste (17%). Em relação aos homicídios, após as medidas de austeridade, a taxa chegou a subir 27% no Norte e 13% no Nordeste. Já o percentual de mortes por acidente de trânsito pulou de uma redução de 0,7% entre 2010 e 2014 para – 22% entre 2014 e 2017.

Por Fiocruz Bahia | 03/02/20 - 12:02 | [Leia Mais] |

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CEPAL: A região tem subestimado a desigualdade

“Por quase uma década, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) posicionou a igualdade como base do desenvolvimento. Hoje, constatamos novamente a urgência de avançar na construção do Estado de Bem-Estar, baseado em direitos e na igualdade, que outorguem a seus cidadãos e cidadãs acesso a sistemas integrais e universais de proteção social e a bens públicos essenciais, como saúde e educação de qualidade, habitação e transporte. A convocação é para criar pactos sociais para a igualdade ”, afirmou Alicia Bárcena, Secretária-Executiva do organismo regional, durante o lançamento do relatório Panorama Social da América Latina 2019. A diminuição da desigualdade de renda é fundamental para retomar o caminho da redução da pobreza e cumprir as metas estabelecidas no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 da Agenda 2030. “É necessário crescer para igualar e igualar para crescer. A superação da pobreza na região não exige apenas o crescimento econômico; isso deve ser acompanhado por políticas redistributivas e políticas fiscais ativas”, afirma a CEPAL no estudo apresentado hoje, em uma coletiva de imprensa em Santiago, Chile. O documento destaca o crescimento dos estratos de renda média, embora eles continuem experimentando várias carências e vulnerabilidades, tanto em relação à sua renda quanto no exercício de seus direitos, alerta a Comissão.

Por CEPAL | 17/12/19 - 16:12 | [Leia Mais] |

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Aplicativo vai mapear zonas de risco para a população LGBT

Idealizado a partir do projeto Resistência Arco-Íris, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), o aplicativo Dandarah propõe um ecossistema digital para facilitar à população LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e intersexos) se informar, denunciar, registrar, enfrentar e evitar diversas formas de violência às quais essa população está sujeita. O lançamento será em 18 de dezembro a partir das 13h, no Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos (Rua Leopoldo Bulhões 1.480, quarto andar) e contará com mesas temáticas sobre violência LGBTIfóbica, apresentação da metodologia e resultados do projeto e apresentações culturais. A pesquisadora responsável pelo Projeto Resistência Arco-Íris, Mônica Malta, teve como base para o desenvolvimento do app uma pesquisa iniciada há dois anos na Ensp e também as informações obtidas por meio de grupos mobilizados em diversas cidades brasileiras, reunindo lideranças, profissionais de educação, assessoras parlamentares e ativistas LGBTI.

Por Agência Fiocruz de Notícias | 09/12/19 - 16:12 | [Leia Mais] |

Especificidades e desafios das políticas públicas de saúde na Amazônia

As repercussões nacionais e internacionais decorrentes do incremento de queimadas na Amazônia reafirmam a ideia de que embora aconteçam em territórios específicos, tais eventos são fenômenos multiescalares e multideterminados que transcendem o plano local, tornando complexa sua apreensão e exigindo abordagens inovadoras. O exemplo exprime características do espaço amazônico, tendo implicações relevantes na implementação de políticas de saúde ali praticadas. A chamada Amazônia Legal, formada por 9 estados e 772 municípios, tem 27,5 milhões de habitantes, dentre os quais cerca de 400 mil indígenas de 170 etnias distintas. No conjunto, essa população tem oferta insuficiente de serviços públicos de toda ordem, ao lado das conhecidas dificuldades de infraestrutura, em particular comunicação e transportes. Além disso, o que chamamos de Amazônia é, de fato, um cenário socioambiental heterogêneo e multifacetado onde coexistem centros urbanos modernos populosos, pequenas cidades relativamente isoladas, além de populações tradicionais de diversos tipos dispersas em áreas rurais remotas, em territórios praticamente inexpugnáveis.

Por Luiza Garnelo - na Revista Cadernos de Saúde Pública | 05/12/19 - 14:12 | [Leia Mais] |

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Encontro latino-americano debaterá formação em saúde pública

Instituições e centros formadores em saúde do Brasil, Argentina, Chile, Costa Rica, Cuba, México, Paraguai, Peru e Uruguai estarão reunidos na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), entre os dias 2 e 4 de dezembro, para o III Colóquio Latino-Americano de Formação em Saúde Pública. Com o tema Compromisso com a Educação e Saúde dos povos latino-americanos, o evento internacional pretende reforçar o intercâmbio de experiências e desafios da formação e qualificação em saúde de quadros estratégicos para os sistemas de saúde do continente. A atividade será aberta aos interessados. O III Colóquio tem apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz (VPAAPS) e da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz (VPPCB). O diretor da ENSP, Hermano Castro, reforça que a formação em saúde, as questões ambientais e a pesquisa serão fortemente debatidas no Colóquio. “É importante destacar o papel da Fiocruz e da ENSP na Rede de Escolas de Saúde Pública. O momento que vivemos na América Latina e o conjunto de diferenças políticas apontam para alguns retrocessos e dificuldades nos sistemas de saúde e na formação.

Por Informe Ensp | 28/11/19 - 16:11 | [Leia Mais] |