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‘A pandemia não é a mesma para todos’, diz a presidente da Fiocruz

“A pandemia não é a mesma para todos os países, nem a mesma para todos dentro de um mesmo país ou da mesma cidade. Muitos dizem que estamos todos no mesmo barco, mas não é bem assim. Estamos todos passando pela mesma tempestade no mesmo mar. Mas é como se alguns estivessem em transatlânticos, outros em iates, outros em barcos a vela ou mesmo canoas”, reflete a presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Nísia Trindade Lima. Para a socióloga, a primeira mulher a ocupar a cadeira da presidência nos 120 anos da instituição que atua na linha de frente do combate à pandemia no país, o alastramento da Covid-19 é uma emergência sanitária e humanitária multidimensional. Enfrentá-la de modo efetivo só é possível com a reafirmação da importância científica e o alinhamento dos conhecimentos vindos de todas as áreas da ciência. Num país com muitas desigualdades, o vírus pode evidentemente atingir a qualquer um, mas uns podem se resguardar melhor do que outros, visto que milhões de brasileiros sequer têm acesso a água limpa e encanada e que, para muitos, evitar aglomerações soa como uma utopia.

Por *Eduardo Ribeiro (Ecoa-Uol) | 10/07/20 - 11:07 | [Leia Mais] |

Um panorama da pesquisa em saúde no Brasil

Entre 2016 e 2018, pesquisadores vinculados a instituições brasileiras produziram pouco mais de 237 mil publicações catalogadas pela base de dados Scopus. A grande maioria dessas publicações — ou “documentos” — é formada por artigos, mas também são contados livros, capítulos de livros, resenhas e outros tipos de documentos científicos. Isso equivale a 2,6% da produção científica mundial no mesmo período — para comparação, em 2000 nossa participação era de 1,2%. De pesquisas sobre o vírus Zika a tratamentos oncológicos inovadores, as ciências da saúde são parte relevante da produção científica brasileira. Este texto oferece um breve panorama da pesquisa em saúde no Brasil, apontando as especialidades que se destacam em alguns indicadores bibliométricos básicos. É importante, entretanto, ter cautela ao analisar esses resultados: sabe-se, por exemplo, que bases como Scopus e Web of Science têm cobertura limitada de documentos que não estão em inglês, o que pode levar à subestimação tanto do volume quanto da influência da produção brasileira.

Por Weverthon Machado | 29/06/20 - 13:06 | [Leia Mais] | 1 Comentário »

Covid-19 en América Latina: Abordajes y perspectivas

Por Equipe Editorial do portal DSS Brasil | 29/06/20 - 10:06 | [Leia Mais] |

O IBGE APOIANDO O COMBATE À COVID19

Neste canal, o IBGE reúne as iniciativas realizadas e as ações em desenvolvimento em relação a seus estudos e pesquisas para apoiar os esforços no combate à Covid-19. No novo […]

Por | 17/06/20 - 18:06 | [Leia Mais] |

Pandemia dificulta acesso de 28,6 milhões de pessoas ao mercado de trabalho em maio

Cerca de 17,7 milhões de pessoas não conseguiram procurar emprego na última semana de maio por causa da pandemia de Covid-19 ou por falta de oportunidade na região em que vivem. Nesse mesmo período, outros 10,9 milhões estavam desempregados e buscaram uma ocupação, mas não encontraram. Com isso, o país alcançou a marca de 28,6 milhões de pessoas que queriam um emprego, mas enfrentaram dificuldades para se inserir no mercado de trabalho, seja por falta de vagas ou receio de contrair o novo coronavírus.
Os dados são os primeiros resultados da PNAD COVID19, divulgada hoje (16) pelo IBGE. O levantamento é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizada com apoio do Ministério da Saúde, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.

Por Adriana Saraiva e Alerrandre Barros - Agência IBGE Notícias | 17/06/20 - 12:06 | [Leia Mais] |

Regina Flauzino debate epidemiologia e vulnerabilidade racial e social

Ao abordar o cenário da pandemia, Regina Flauzino relacionou como as marcas históricas da escravidão do povo negro mantém sua expressão viva no preconceito e na desigualdade social, provocando mortes nesse momento de emergência sanitária. “São pessoas que vivem em lugares insalubres, que vivem nas favelas e comunidades, sem saneamento básico adequado e, em muitas situações, sem assistência à saúde adequada. Quando vem uma epidemia como essa, com vírus de transmissão respiratória, essas condições as tornam mais vulneráveis a essa doença, consequentemente vão ter mais casos, e se não tiver uma assistência voltada para elas, elas vão morrer mais” ressaltou Regina. A professora da UFF mostrou como a doença atinge os grupos mais vulneráveis da população, desde as comunidades em São Paulo e Rio até as populações ribeirinhas no norte do País, e indicou algumas soluções possíveis para reduzir este impacto.

Por Bruno C. Dias - Abrasco | 08/06/20 - 12:06 | [Leia Mais] |

Diferenças sociais: pretos e pardos morrem mais de COVID-19 do que brancos, segundo NT11 do NOIS

Em sua 11ª Nota Técnica (NT), o Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (NOIS), liderado pelo Departamento de Engenharia Industrial do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), analisou a variação da taxa de letalidade da COVID-19 no Brasil (número total de óbitos dividido pelo total de casos encerrados, ou seja: com alta ou óbito) conforme as variáveis demográficas e socioeconômicas da população. Idade, município do caso registrado, raça/cor, escolaridade, tipo de internação (enfermaria ou Unidade Terapia Intensiva – UTI) e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), utilizando valores obtidos pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (2010) para 5.565 municípios de ocorrência dos casos da COVID-19, foram os índices considerados no estudo.

Por Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (NOIS), liderado pelo Departamento de Engenharia Industrial do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) | 28/05/20 - 13:05 | [Leia Mais] |