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Coronavírus, saúde mental e o que levar em conta no isolamento

As reações à crise podem incluir sentimentos de opressão, medo, tristeza, raiva e desamparo, de acordo com os especialistas. Algumas pessoas podem ter dificuldades para dormir ou se concentrar. O medo de entrar em contato com outras pessoas, viajar em transporte público ou entrar em espaços públicos pode aumentar, e algumas pessoas terão sintomas físicos, como aumento da frequência cardíaca ou dor de estômago.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em um recente comunicado, reconheceu que a crise gera um forte estresse, e aconselha que as pessoas procurem evitar ler, ver ou ouvir repetidamente notícias que provoquem sentimentos de ansiedade ou aflição.

Por Fernando Freitas* | 23/03/20 - 14:03 | [Leia Mais] |

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Agenda 2030 requer harmonização entre saúde, política e economia

Conversamos com Paulo Marchiori Buss, Professor Emérito e diretor do Centro de Relações Internacionais da Fiocruz, sobre sua tese de doutorado baseada na Agenda 2030, com foco na área de políticas públicas de saúde. O programa é um plano de ação criado pela ONU que busca o cumprimento de 17 objetivos, chamados de ODS, e traça 169 metas para alcançar o desenvolvimento sustentável e sua implementação na América Latina. Para Paulo Marchiori, a saúde é a expressão de um fenômeno biológico, individual, mas também do social, econômico e ambiental, o que é demonstrado na própria Agenda 2030, cujo documento inicial da Rio+20, quando se inicia oficialmente o processo de definição da Agenda, diz que a saúde é necessária para o desenvolvimento, ao passo que se deve considerar as repercussões e consequências das políticas econômicas. “O estudo que eu fiz mostra que o ajuste estrutural e econômico, que corta e reduz orçamento para políticas sociais, colocando nas mãos do mercado a saúde e a educação, não funciona, ou melhor, funciona ampliando as desigualdades existentes”, diz Marchiori. A Agenda 2030 reafirma a importância dos três pilares do desenvolvimento e a harmonia precisa entre ação econômica, políticas sociais e meio ambiente, pilares fundamentais para a saúde humana e animal. Marchiori comenta que “o mundo todo está interconectado e se têm certeza e evidências de que a atividade econômica desmedida é trazedora de consequências para a saúde. E assim, a doença, negativo da saúde, responde com o surgimento desses novos vírus”.

Por Jornal da USP | 11/03/20 - 14:03 | [Leia Mais] |

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Aula inaugural debate o papel da ciência no enfrentamento das desigualdades sociais

É possível avançar numa agenda nacional de desenvolvimento, fortemente ancorada em ciência, num contexto de cortes financeiros, interrupção de pesquisas, queda do número de bolsas de pesquisa e saída de cientistas para o exterior? Quais devem ser as estratégias para enfrentar e reduzir as desigualdades e iniquidades sociais em saúde? Pensando em reforçar o papel da ciência como fator importante na busca de um mundo mais equitativo e no compromisso para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU, a ENSP realizará, no dia 4 de março, às 13h30, a aula inaugural “Os desafios atuais da ciência brasileira no enfrentamento das desigualdades e iniquidades sociais”. O evento, aberto ao público, terá transmissão, ao vivo, pelo Canal da ENSP no Youtube.
A aula discutirá a relação entre ciência e sociedade, e seu papel no enfrentamento de problemas, tais como: pobreza, preconceito, degradação ambiental, precariedade das condições de saúde pública, abastecimento de água, dentre outros. Para enriquecer o debate, a ENSP receberá os palestrantes Deisy de Freitas Lima Ventura, professora de Ética da Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo (USP); Paulo de Martino Jannuzzi, professor do Programa de Pós-Graduação em População, Território e Estatísticas Públicas, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – Ence/IBGE; e Humberto Adami Santos Júnior, presidente da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

Por Informe ENSP | 03/03/20 - 12:03 | [Leia Mais] |

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Para prevenir violência no Brasil, estudo recomenda investir em jovens e reduzir acesso a armas

Os autores do diagnóstico, Robert Muggah e Ana Paula Pellegrino, alertam que, para reduzir a violência, é necessário ampliar as oportunidades para pessoas jovens por meio de investimentos em educação e empregabilidade equitativos e capazes de desafiar estereótipos de identidade e raça. O foco deve ser dado às regiões menos assistidas pelas políticas públicas. Além disso, é recomendada a redução do acesso às armas de fogo. O levantamento aponta que os negros têm 2,5 vezes mais chances de serem vítimas de assassinato do que os não negros. Entre 2006 e 2016, os homicídios entre negros subiu 23,1%, enquanto entre os não negros houve queda de 6,8%. Os jovens negros são também as principais vítimas de violência policial. O levantamento aponta que os negros têm 2,5 vezes mais chances de serem vítimas de assassinato do que os não negros. Entre 2006 e 2016, os homicídios entre negros subiu 23,1%, enquanto entre os não negros houve queda de 6,8%. Os jovens negros são também as principais vítimas de violência policial. Além da desigualdade racial, a desigualdade territorial e socioeconômica também é lembrada no estudo, uma vez que os indicadores mostram que a exposição à violência é maior em áreas sem serviços públicos, com presença de grupos do crime organizado e pronta disponibilidade de armas de fogo.

Por ONU Brasil | 14/02/20 - 12:02 | [Leia Mais] |

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OMS propõe medidas para salvar 7 milhões de vidas ameaçadas pelo câncer

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca nesta terça-feira (4) a necessidade de aumentar os serviços de atenção à saúde destinados ao tratamento de câncer em países de baixa e média renda. A OMS alerta que, se as tendências atuais continuarem, haverá um aumento de 60% nos casos de câncer no mundo nas próximas duas décadas. O maior aumento (81%) no número de novos casos ocorrerá em países de baixa e média renda, onde as taxas de sobrevivência são atualmente as mais baixas. Isso se deve em grande parte ao fato de esses países terem priorizado as ações de saúde e seus limitados recursos na luta contra doenças infectocontagiosas e na melhoria da saúde materno-infantil – enquanto deixam uma lacuna nos sistemas de saúde quanto a organização para prevenção, triagem, diagnóstico e tratamento adequados para as pessoas com câncer. Em 2019, mais de 90% dos países de alta renda relataram ter sistemas abrangentes de tratamento de câncer no sistema público de saúde, enquanto menos de 15% dos países de baixa renda possuem esses sistemas. “Este é um alerta para todos nós para combatermos as desigualdades inaceitáveis no tratamento do câncer entre os serviços de saúde dos países ricos e pobres”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Por OPAS/OMS Brasil | 04/02/20 - 15:02 | [Leia Mais] |

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Austeridade aprofunda desigualdade em mortes violentas, diz estudo

Um estudo inédito conduzido por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) detectou um aumento nas taxas de suicídio e homicídio após o Brasil ter sido afetado pela crise econômica e adotado medidas de austeridade, em 2014.
O impacto, porém, não foi uniforme em todo o território: municípios mais pobres foram mais afetados do que os ricos – que até tiveram uma melhora em alguns dos índices. No estudo, que analisou dados de 2010 a 2017, as taxas de morte por acidentes de trânsito reduziram significativamente, especialmente nos municípios com melhores índices de desenvolvimento humano. O estudo foi publicado na edição de dezembro do periódico Ciência e Saúde Coletiva.
De modo geral, o estudo indicou que as taxas de suicídio aumentaram em 10% entre 2010 e 2014 e em 11% entre 2014 e 2017. Contudo, quando analisado por região, os maiores aumentos no mesmo período foram encontrados no Norte, chegando a 22%, Sul (18%) e Nordeste (17%). Em relação aos homicídios, após as medidas de austeridade, a taxa chegou a subir 27% no Norte e 13% no Nordeste. Já o percentual de mortes por acidente de trânsito pulou de uma redução de 0,7% entre 2010 e 2014 para – 22% entre 2014 e 2017.

Por Fiocruz Bahia | 03/02/20 - 12:02 | [Leia Mais] |

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CEPAL: A região tem subestimado a desigualdade

“Por quase uma década, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) posicionou a igualdade como base do desenvolvimento. Hoje, constatamos novamente a urgência de avançar na construção do Estado de Bem-Estar, baseado em direitos e na igualdade, que outorguem a seus cidadãos e cidadãs acesso a sistemas integrais e universais de proteção social e a bens públicos essenciais, como saúde e educação de qualidade, habitação e transporte. A convocação é para criar pactos sociais para a igualdade ”, afirmou Alicia Bárcena, Secretária-Executiva do organismo regional, durante o lançamento do relatório Panorama Social da América Latina 2019. A diminuição da desigualdade de renda é fundamental para retomar o caminho da redução da pobreza e cumprir as metas estabelecidas no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 da Agenda 2030. “É necessário crescer para igualar e igualar para crescer. A superação da pobreza na região não exige apenas o crescimento econômico; isso deve ser acompanhado por políticas redistributivas e políticas fiscais ativas”, afirma a CEPAL no estudo apresentado hoje, em uma coletiva de imprensa em Santiago, Chile. O documento destaca o crescimento dos estratos de renda média, embora eles continuem experimentando várias carências e vulnerabilidades, tanto em relação à sua renda quanto no exercício de seus direitos, alerta a Comissão.

Por CEPAL | 17/12/19 - 16:12 | [Leia Mais] |