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Vulnerabilidade a formas graves de COVID-19: uma análise intramunicipal na cidade do Rio de Janeiro, Brasil

Diante da pandemia de COVID-19 e da escassez de ferramentas para orientar as ações de vigilância, controle e assistência de pessoas infectadas, o presente artigo tem por objetivo evidenciar áreas de maior vulnerabilidade aos casos graves da doença na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, caracterizada por grande heterogeneidade socioespacial. Para o estabelecimento dessas áreas foi elaborado um índice de vulnerabilidade aos casos graves de COVID-19 com base na construção, ponderação e integração de três planos de informação: a densidade intradomiciliar média, a densidade de pessoas com 60 anos ou mais (ambas por setor censitário) e a incidência de tuberculose por bairros no ano de 2018. Os dados referentes à densidade intradomiciliar e de pessoas com 60 anos ou mais provêm do Censo Demográfico de 2010 e os de incidência de tuberculose do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Por Jefferson Pereira Caldas dos Santos, Alexandre San Pedro Siqueira, Heitor Levy Ferreira Praça, Hermano Gomes Albuquerque | 27/05/20 - 13:05 | [Leia Mais] | 2 Comentários »

Pandemia exacerba desigualdades na Saúde

Vivemos uma pandemia global sem precedente em nossa geração. Atravessamos uma tempestade sanitária, guiados por diretrizes ainda experimentais – extraídas de um conhecimento científico rudimentar, em construção – ao tempo em que tentamos conter a pulsão de morte dos que boicotam o isolamento social, com a propagação de notícias falsas que encorajam a população a ignorar recomendações sanitárias, e relutam em garantir os investimentos indispensáveis para fazer frente à pandemia. São tempos difíceis para os trabalhadores da Saúde. Estamos todos sob a mesma tempestade e participamos do mesmo esforço coletivo para não deixar a população à deriva. Mas não estamos no mesmo barco. A desigualdade social encontrada no Brasil é um terreno fértil para a disseminação da COVID-19, dificultando o isolamento social, restringindo acesso a insumos básicos para higiene e proteção, e dificultando a própria assistência aos serviços de Saúde.

Por Maria Cecília de Souza Minayo e Neyson Pinheiro Freire | 18/05/20 - 16:05 | [Leia Mais] |

Mais Médicos melhora indicadores em municípios vulneráveis

O Programa Mais Médicos fez com que, nos municípios mais vulneráveis do país, diminuíssem as internações por condições sensíveis à atenção primária (como insuficiência cardíaca, gastroenterite e asma). O cuidado pré-natal melhorou e a mortalidade na infância foi reduzida. O Programa também possibilitou a ampliação dos recursos para atenção à saúde, com a compra de equipamentos médicos para municípios vulneráveis, especialmente aparelhos de ultrassom e mamógrafos. Essas são algumas conclusões de um estudo realizado pelo Projeto Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (Proadess). A equipe do projeto, coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), analisou dados de 1.455 municípios de todo o Brasil. E concluiu que, no período entre 2013 e 2017, o Mais Médicos possibilitou a melhoria de vários indicadores de saúde nos municípios mais vulneráveis do país: aqueles que contam com mais de 20% de sua população abaixo da linha de pobreza.

Por Assessoria de Comunicação do Icict/Fiocruz | 18/05/20 - 15:05 | [Leia Mais] |

O efeito devastador da pandemia da COVID-19 na resposta à Tuberculose

A Tuberculose (TB) mata 1,5 milhão de pessoas todos os anos, mais do que qualquer outra doença infecciosa. A incidência e as mortes por tuberculose têm diminuído de forma constante nos últimos anos, fruto das atividades dos países mais afetados pela TB para encontrar precocemente as pessoas com tuberculose e proporcioná-las um tratamento adequado. Resumo dos resultados de um novo estudo de modelação, realizado pela Parceria Stop TB em colaboração com o Imperial College, Avenir Health, Johns Hopkins University e a USAID, mostram:
Embora as respostas rigorosas à COVID-19 possam durar apenas meses, elas teriam um impacto duradouro na TB em ambientes sobrecarregados, através do seu efeito principalmente no diagnóstico e tratamento da TB.
Globalmente, um confinamento de 3 meses e uma restauração prolongada de 10 meses podem levar a 6,3 milhões de casos adicionais de TB entre os anos de 2020 e 2025, e a 1,4 milhões de mortes adicionais por TB durante esse mesmo período.

Por Stop TB Partnership | 14/05/20 - 11:05 | [Leia Mais] |

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Saúde coletiva: múltiplos olhares sobre a pandemia

Um conjunto muito grande de artigos científicos tem sido publicado sobre o vírus e a epidemia, muitos deles difundidos na mídia. Grande parte engloba pesquisa básica ou aplicada que focaliza seja a estrutura física do vírus, seja o manejo clínico dos afetados, além dos estudos epidemiológicos e matemáticos sobre a propagação do contágio, dos agravamentos dos quadros e dos óbitos. Essas costumam ser as pesquisas mais discutidas e visibilizadas pela mídia de modo geral – de tal forma que, para o grande público, quando se fala que a resposta à epidemia deve vir da ciência, pensa-se imediatamente em tubos de ensaio, luvas, óculos e macacões de proteção, ou ainda no universo quantitativo do cálculo das curvas e de como achatá-las. São pesquisas extremamente relevantes e que certamente serão responsáveis pela sobrevivência e saúde de todos nós. Mas nem só de tubos de ensaio e cálculos matemáticos vive uma epidemia.

Por UERJ/IMS - Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro | 05/05/20 - 19:05 | [Leia Mais] | 4 Comentários »

Ciclo de Estudos – Saúde e Ambiente, Saúde do trabalhador e Emergência em Saúde – Covid 19

Alinhado com a missão institucional, e dialogando com as teses aprovadas no VIII Congresso Interno da FIOCRUZ, a vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) dá início ao Ciclo de Estudos Saúde e Ambiente, Saúde do Trabalhador e Emergência em Saúde – COVID 19, com o objetivo de contribuir na atualização da produção, disseminação e compartilhamento de conhecimentos e tecnologias em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde, a promoção da saúde e a qualidade de vida da população brasileira. O Ciclo de Estudos é uma atividade da Fiocruz como Centro Colaborador OPAS/OMS em Saúde Pública e Ambiente, e será realizado em caráter continuado com participação ativa da Câmara Técnica de Saúde e Ambiente da Fiocruz.

Por VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz | 27/04/20 - 15:04 | [Leia Mais] |

Painel debate falso dilema entre salvar a economia ou a saúde durante a pandemia

O tema tem sido bastante pautado na sociedade especialmente pelas falas do presidente da República, que aponta na direção de um relaxamento do isolamento social para diminuir os impactos da pandemia na economia. A fim de esclarecer os falsos dilemas da contraposição entre economia e expor outros aspectos dessa discussão participaram do debate Rômulo Paes de Souza, pesquisador do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas); Monica de Bolle, professora da School of Advanced International Studies (SAIS), da Johns Hopkins University; e Élida Graziane, professora da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV) e procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC-SP). A coordenação foi feita por Erika Aragão, docente do ISC/UFBA e presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde (AbrES).

Por Pedro Martins - Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco | 27/04/20 - 15:04 | [Leia Mais] |