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Estudo avalia avanços e desafios do país no combate à fome

Por meio do estudo ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta um relatório sobre a situação brasileira em relação ao cumprimento do segundo de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, assinada em 2015 por 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). A pesquisa aponta que, em uma década, o Brasil avançou no combate à fome e na construção de sistemas públicos que garantem o acesso a alimentos e incentivam a agricultura sustentável.
O estudo mostra que a situação de insegurança alimentar moderada ou grave caiu de 59,7% em 2004 para 27,4% em 2013. A modalidade mais grave de insegurança alimentar – constatada com a redução quantitativa de alimentos entre crianças e quando alguém fica o dia inteiro sem comer por falta de dinheiro – baixou de 6,9% para 3,2% no período, e o país saiu do mapa da fome. O levantamento utiliza a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), também usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada | 15/07/19 - 16:07 | [Leia Mais] |

Consultora defende que a cooperação internacional em saúde pode levar à maior inovação, necessária para solucionar os grandes desafios globais (foto: Peter Ilicciev)

Consultora fala sobre desigualdade na tecnologia da saúde como grande desafio contemporâneo

A Fiocruz recebeu (27 e 28 de junho) a visita da consultora sênior da Comissão Europeia em políticas de saúde, sociais e de migração, Lieve Fransen. A consultora se reuniu com representantes da Fiocruz para debater a realização da próxima Conferência Global sobre Tecnologia e Inovação Sustentáveis (G-STIC), que acontece no final do ano, em Bruxelas e da qual a Fiocruz é co-anfitriã. Ela aproveitou a ocasião para conhecer as instalações do campus de Manguinhos (RJ) e discutir possíveis colaborações internacionais da Fundação. Fransen começou sua carreira como médica, trabalhando em países africanos, como Moçambique, Cabo Verde e Ruanda, e se especializou em medicina tropical. Posteriormente, trabalhou com políticas públicas para saúde em organismos internacionais, como ONGs e agências da ONU, e participou da criação de estudos, programas e fundos para a área da saúde, como o Fundo Global para Aids, Malária e Tuberculose. Atualmente, ela atua como consultora o G-STIC e para diversas organizações e empresas em áreas como saúde, educação e direitos das crianças.

Entrevista com Lieve Fransen | 04/07/19 - 14:07 | [Leia Mais] |

‘Cadernos de Saúde Pública’ lança dois suplementos em junho

Neste mês de junho, o Cadernos de Saúde Pública lançou dois suplementos. O primeiro apresenta um panorama da saúde das professoras e dos professores da Educação Básica no Brasil; e o segundo reúne um conjunto de análises sobre o processo de regionalização do Sistema Único de Saúde. No fascículo n° 1 a pesquisadora Ada Ávila Assunção, da Universidade Federal de Minas Gerais, assina o editorial sobre Saúde dos professores da Educação Básica no Brasil. Ela explica que a qualidade dos serviços educacionais está em relação com as condições que os professores encontram para trabalhar, ainda que a ênfase das avaliações sobre a crise de aprendizagem recaia nas diretrizes curriculares ou na motivação e formação dos professores. No fascículo n° 2, o editorial é assinado pelos pesquisadores Ana Luiza d’Ávila Viana, Luciana Dias de Lima, Hudson Pacifico da Silva e João Henrique Gurtler Scatena. Para eles, a busca pela igualdade não encontra mais ressonância em propostas universais abstratas ou fortemente centradas em identidades comunitárias dentro dos Estados Nacionais.

Por Informe Ensp | 15/06/19 - 17:06 | [Leia Mais] |

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Atlas da Violência: Brasil registra mais de 65 mil homicídios em 2017

O Brasil atingiu, pela primeira vez em sua história, o patamar de 31,6 homicídios por 100 mil habitantes. A taxa, registrada em 2017, corresponde a 65.602 homicídios naquele ano e revela a premência de ações efetivas para reverter o aumento da violência. É o que aponta o Atlas da Violência 2019, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira, 5. O estudo identifica dois fenômenos no país: enquanto mais estados reduzem a taxa de letalidade violenta, há forte crescimento no Norte e no Nordeste. Em 2017, as taxas de homicídios por 100 mil habitantes foram bastante heterogêneas entre as unidades da Federação, variando de 10,3 em São Paulo a 62,8 no Rio Grande do Norte. Houve diminuição no Sudeste e no Centro-Oeste, estabilidade no Sul e crescimento acentuado no Norte e no Nordeste. O estado com maior crescimento no número de homicídios em 2017 foi o Ceará, que registrou alta de 49,2% e atingiu o recorde histórico de 5.433 mortes violentas intencionais, causados por armas de fogo, droga ilícita e conflitos interpessoais.

Por Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada | 05/06/19 - 13:06 | [Leia Mais] |

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Boletim traz panorama de transtornos mentais relacionados ao trabalho

Reações ao estresse grave e transtornos de adaptação foram os diagnósticos mais encontrados entre os transtornos mentais relacionados ao trabalho, de 2006 a 2017. E são as mulheres as mais atingidas. O Boletim Epidemiológico do Programa Integrado em Saúde Ambiental e do Trabalhador (PISAT), do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), apresenta dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A publicação aponta que a relação entre transtornos mentais e trabalho é ainda pouco investigada e reconhecida, além de pouco registrada. As reações ao estresse grave e transtornos de adaptação – que “podem ser provocadas por um acontecimento estressante ou uma alteração marcante na vida do trabalhador, consequência de uma piora das condições de trabalho, exposição a fatores estressores e ao aumento da violência urbana” – foram os principais transtornos notificados, seguidos por episódios depressivos e outros transtornos ansiosos. A partir de 2007, em todos os anos as mulheres foram o grupo com maior número de notificações. Segundo o boletim, “a desvantagem das mulheres vem sendo descrita como resultante de iniquidades de gênero no trabalho, como o assédio moral e sexual dentre outras formas de violência”. Outra questão destacada no informativo, 76% dos diagnósticos notificados resultaram em incapacidade temporária para o trabalho e 5% em incapacidade permanente.

Por Equipe de Redação - Observatório de Análise Política em Saúde | 23/05/19 - 15:05 | [Leia Mais] |

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Portadores de hanseníase são segregados no Brasil, diz relatora da ONU

A relatora especial da Organização das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra Pessoas Afetadas pela Hanseníase, Alice Cruz, afirmou hoje (14), que, no Brasil, quem tem confirmado o diagnóstico da doença sofre uma segregação “institucionalizada e interpessoal”. Segundo a especialista, ainda na atualidade, embora comunidades – mais frequentemente denominadas colônias – continuem funcionando em quase todos os estados do país, elas não operam dentro de um modelo capaz de mitigar a “indigência institucional” à qual estão submetidos os hansenianos.
A representante da ONU visitou, entre os dias 7 e 14 de maio, diversos pontos do Rio de Janeiro e do Pará, como o Hospital Curupaiti, situado na zona oeste da capital fluminense, para levantar informações sobre os direitos das pessoas portadoras da hanseníase. A emissária da ONU destacou que o Brasil é um dos poucos países que instituíram um marco legal antidiscriminatório e medidas de reparação a hansenianos. Ela avalia que, mesmo com iniciativas pioneiras e uma queda na taxa de incidência durante a última década, a doença permanece como uma “questão sumamente importante”, devido à relação que tem com disparidades sociais e estruturais.

Por Letycia Bond | 14/05/19 - 16:05 | [Leia Mais] |

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Mauricio Barreto: “É falso pensar que os migrantes são responsáveis pela disseminação de problemas de saúde”

Antes de começar a ouvir as perguntas, Barreto, que é professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFBA, intervém fazendo um esclarecimento. “Eu gostaria de dizer antes de qualquer coisa que nem toda migração é forçada e, embora isso seja algo óbvio, nestes tempos parece não ser muito. Algumas pessoas migram por sua própria opção. Existem países desenvolvidos com políticas destinadas a atrair imigrantes. O Canadá tem uma forte política de atrair profissionais qualificados. Os próprios Estados Unidos têm até hoje políticas para atrair pessoas altamente qualificadas. Além disso, a Inglaterra e muitos países europeus atraem profissionais de várias áreas, incluindo a saúde. Com a discussão do Brexit, estamos vendo hoje que a Inglaterra tem um problema sério: grande parte de sua força de trabalho, especialmente em algumas áreas, como a enfermagem, é formada por pessoas de outros países”.

Entrevista com Mauricio Barreto | 08/05/19 - 17:05 | [Leia Mais] |