Destaques

Ceensp debateu propostas de vigilância em saúde de base popular

Por Informe ENSP

17/08/16 | 13:08

As bases para uma vigilância popular em saúde estão na Reforma Sanitária, movimento que na década de 1980 criou o SUS e garante, na constituição, o direito universal à saúde. Mas, de acordo com os pesquisadores do campo, o modelo tradicional de vigilância, que tem como foco o controle de doenças, é o que prevalece no cotidiano da maioria da população brasileira. Trazendo três visões diferentes sobre a participação popular nos processos de vigilância, o Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos (Ceensp) debateu o tema, no dia 20 de julho. Coordenado pelo pesquisador Gil Sevalho, da ENSP, a mesa contou com Paulo Sabroza e Marcelo Firpo, também da Escola, como palestrantes. Primeiro a falar, Paulo Sabroza apresentou o que chama de vigilância de base territorial. O pesquisador começou sua explanação traçando um breve histórico da vigilância em saúde no Brasil que, em seu modelo tradicional, nasce antes do SUS e, de certa forma, nunca foi totalmente integrada ao sistema.

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objetivos

ODSs e políticas intersetoriais: a saúde como caminho para reflexão

Por Erica Kastrup - Centro de Estudos Estratégicos Fiocruz

08/08/16 | 14:08

Um dos grandes desafios dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) será encontrar novas métricas para se medir o desenvolvimento que substituam o PIB. É fato que a abordagem de crescimento centrada no aumento do PIB trouxe sérios problemas ao planeta e às pessoas nos últimos 50 anos. Adotar os ODS significará incorporar questões sociais e ambientais como centrais ao desenvolvimento, construindo, no campo das políticas públicas, um olhar criativo, intersetorial, para que se desvendem sinergias entre diferentes setores.
A saúde é um campo fértil para tal reflexão. Tema de políticas próprias e de um ODS específico (nº 3), a saúde e o bem-estar são, em grande medida, resultado de uma série de outras políticas setoriais, como por exemplo as relativas a saneamento, pobreza, educação e consumo, entre muitas outras cuja vinculação com a saúde nem sempre é considerada em sua formulação ou na expectativa de resultados.

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crack

O crack sob uma perspectiva de saúde pública

Por CEE Fiocruz

27/07/16 | 16:07

Com o prêmio de Melhor Curta Metragem pelo Júri Popular do REcine 2015 – Festival Internacional de Cinema de Arquivo (18/12), o documentário defende a tese de que em uma sociedade de dependentes, como a que vivemos, questões como a redução de danos, internação compulsória e regulação das drogas precisam passar por uma grande revisão social e institucional. A proposta partiu de Felipe Crepker Vieira, em parceria com Rubens Passaro.
“O filme se propõe a uma tarefa complicada desde o início: rever o senso comum, apresentar alternativas e apontar inconsistências ao que se pensa sobre o consumo do crack”, explica Felipe. “A coragem e a naturalidade das personagens ao falarem sobre o assunto trouxeram grande potência ao documentário”, observa Rubem César. Crack, repensar segue sendo exibido em festivais nacionais e internacionais como Entre Todos, Tlanchana Fest (México), 3º Festival Internacional Cine por los Derechos Humanos (Bogotá/Colômbia), World Festival of Emerging Cinema (Trinidad e Tobago), Festival Path de documentários (São Paulo/SP) e diversos outros.

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