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CEPAL: A região tem subestimado a desigualdade

Por CEPAL

17/12/19 | 16:12

“Por quase uma década, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) posicionou a igualdade como base do desenvolvimento. Hoje, constatamos novamente a urgência de avançar na construção do Estado de Bem-Estar, baseado em direitos e na igualdade, que outorguem a seus cidadãos e cidadãs acesso a sistemas integrais e universais de proteção social e a bens públicos essenciais, como saúde e educação de qualidade, habitação e transporte. A convocação é para criar pactos sociais para a igualdade ”, afirmou Alicia Bárcena, Secretária-Executiva do organismo regional, durante o lançamento do relatório Panorama Social da América Latina 2019. A diminuição da desigualdade de renda é fundamental para retomar o caminho da redução da pobreza e cumprir as metas estabelecidas no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 da Agenda 2030. “É necessário crescer para igualar e igualar para crescer. A superação da pobreza na região não exige apenas o crescimento econômico; isso deve ser acompanhado por políticas redistributivas e políticas fiscais ativas”, afirma a CEPAL no estudo apresentado hoje, em uma coletiva de imprensa em Santiago, Chile. O documento destaca o crescimento dos estratos de renda média, embora eles continuem experimentando várias carências e vulnerabilidades, tanto em relação à sua renda quanto no exercício de seus direitos, alerta a Comissão.

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Aplicativo vai mapear zonas de risco para a população LGBT

Por Agência Fiocruz de Notícias

09/12/19 | 16:12

Idealizado a partir do projeto Resistência Arco-Íris, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), o aplicativo Dandarah propõe um ecossistema digital para facilitar à população LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e intersexos) se informar, denunciar, registrar, enfrentar e evitar diversas formas de violência às quais essa população está sujeita. O lançamento será em 18 de dezembro a partir das 13h, no Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos (Rua Leopoldo Bulhões 1.480, quarto andar) e contará com mesas temáticas sobre violência LGBTIfóbica, apresentação da metodologia e resultados do projeto e apresentações culturais. A pesquisadora responsável pelo Projeto Resistência Arco-Íris, Mônica Malta, teve como base para o desenvolvimento do app uma pesquisa iniciada há dois anos na Ensp e também as informações obtidas por meio de grupos mobilizados em diversas cidades brasileiras, reunindo lideranças, profissionais de educação, assessoras parlamentares e ativistas LGBTI.

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Especificidades e desafios das políticas públicas de saúde na Amazônia

Por Luiza Garnelo - na Revista Cadernos de Saúde Pública

05/12/19 | 14:12

As repercussões nacionais e internacionais decorrentes do incremento de queimadas na Amazônia reafirmam a ideia de que embora aconteçam em territórios específicos, tais eventos são fenômenos multiescalares e multideterminados que transcendem o plano local, tornando complexa sua apreensão e exigindo abordagens inovadoras. O exemplo exprime características do espaço amazônico, tendo implicações relevantes na implementação de políticas de saúde ali praticadas. A chamada Amazônia Legal, formada por 9 estados e 772 municípios, tem 27,5 milhões de habitantes, dentre os quais cerca de 400 mil indígenas de 170 etnias distintas. No conjunto, essa população tem oferta insuficiente de serviços públicos de toda ordem, ao lado das conhecidas dificuldades de infraestrutura, em particular comunicação e transportes. Além disso, o que chamamos de Amazônia é, de fato, um cenário socioambiental heterogêneo e multifacetado onde coexistem centros urbanos modernos populosos, pequenas cidades relativamente isoladas, além de populações tradicionais de diversos tipos dispersas em áreas rurais remotas, em territórios praticamente inexpugnáveis.

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