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Pesquisadores da Fiocruz Amazônia alertam para o elevado risco de suicídio entre indígenas no País

Por Cristiane Barbosa (Fiocruz Amazônia Revista)

21/06/18 | 16:06

A taxa de mortalidade por suicídio em indígenas do Brasil chega a ser dez vezes maior do que a taxa observada na população não indígena, principalmente nos Estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul e Roraima. Diferentemente do observado entre os não indígenas, no Brasil são verificadas taxas de mortalidade por suicídio mais elevadas entre os jovens indígenas. Embora os jovens indígenas do sexo masculino apresentem taxas de mortalidade por suicídio mais elevadas do que as das jovens indígenas do sexo feminino, estas últimas apresentam taxas muito maiores do que a das jovens não indígenas. Tanto entre indígenas como entre não indígenas o enforcamento é o principal método utilizado para lograrem o suicídio. Por outro lado, o uso da intoxicação e da arma de fogo para este propósito é menor, comparativamente, entre os indígenas.

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Estudo aponta que medidas de austeridade podem aumentar mortalidade infantil no Brasil

Por Fiocruz Minas

14/06/18 | 10:06

A mortalidade de menores de 5 anos poderá ser fortemente impactada por medidas de austeridade fiscal que reduzam programas de proteção social e aqueles voltados para a atenção básica à saúde. O alerta vem de um estudo publicado na revista Plos Medicine, que envolveu pesquisadores da Fiocruz Minas, Universidade Federal da Bahia, do Imperial College de Londres, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, a taxa de mortalidade poderá ser de até 8,6% maior em 2030, o que corresponde a um incremento de 20 mil óbitos evitáveis entre crianças. Já as internações evitáveis no mesmo grupo etário poderão chegar a 124 mil. Para chegar aos resultados, os pesquisadores usaram modelos matemáticos para analisar a associação de um conjunto de variáveis sociais e econômicas com dois programas brasileiros: Bolsa Família e Estratégia Saúde da Família.

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Brasil ultrapassa pela primeira vez a marca de 30 homicídios por 100 mil habitantes

Por Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

05/06/18 | 15:06

O Brasil atingiu, pela primeira vez em sua história, o patamar de 30 homicídios por 100 mil habitantes. A taxa de 30,3, registrada em 2016, corresponde a 62.517 homicídios naquele ano, 30 vezes o observado na Europa naquele mesmo ano, e revela a premência de ações efetivas por parte das autoridades públicas para reverter o aumento da violência. É o que aponta o Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que foi divulgado nesta terça-feira, 5. Apenas entre 2006 e 2016, 553 mil pessoas perderam suas vidas devido à violência intencional no Brasil. Entre 1980 e 2016, cerca de 910 mil pessoas foram mortas pelo uso de armas de fogo no país. Uma verdadeira corrida armamentista que vinha acontecendo desde meados dos anos 1980 só foi interrompida em 2003, com a sanção do Estatuto do Desarmamento. Em 2003, o índice de mortes por armas de fogo era de 71,1%, o mesmo registrado em 2016.

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