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Para prevenir violência no Brasil, estudo recomenda investir em jovens e reduzir acesso a armas

Por ONU Brasil

14/02/20 | 12:02

Os autores do diagnóstico, Robert Muggah e Ana Paula Pellegrino, alertam que, para reduzir a violência, é necessário ampliar as oportunidades para pessoas jovens por meio de investimentos em educação e empregabilidade equitativos e capazes de desafiar estereótipos de identidade e raça. O foco deve ser dado às regiões menos assistidas pelas políticas públicas. Além disso, é recomendada a redução do acesso às armas de fogo. O levantamento aponta que os negros têm 2,5 vezes mais chances de serem vítimas de assassinato do que os não negros. Entre 2006 e 2016, os homicídios entre negros subiu 23,1%, enquanto entre os não negros houve queda de 6,8%. Os jovens negros são também as principais vítimas de violência policial. O levantamento aponta que os negros têm 2,5 vezes mais chances de serem vítimas de assassinato do que os não negros. Entre 2006 e 2016, os homicídios entre negros subiu 23,1%, enquanto entre os não negros houve queda de 6,8%. Os jovens negros são também as principais vítimas de violência policial. Além da desigualdade racial, a desigualdade territorial e socioeconômica também é lembrada no estudo, uma vez que os indicadores mostram que a exposição à violência é maior em áreas sem serviços públicos, com presença de grupos do crime organizado e pronta disponibilidade de armas de fogo.

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OMS propõe medidas para salvar 7 milhões de vidas ameaçadas pelo câncer

Por OPAS/OMS Brasil

04/02/20 | 15:02

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca nesta terça-feira (4) a necessidade de aumentar os serviços de atenção à saúde destinados ao tratamento de câncer em países de baixa e média renda. A OMS alerta que, se as tendências atuais continuarem, haverá um aumento de 60% nos casos de câncer no mundo nas próximas duas décadas. O maior aumento (81%) no número de novos casos ocorrerá em países de baixa e média renda, onde as taxas de sobrevivência são atualmente as mais baixas. Isso se deve em grande parte ao fato de esses países terem priorizado as ações de saúde e seus limitados recursos na luta contra doenças infectocontagiosas e na melhoria da saúde materno-infantil – enquanto deixam uma lacuna nos sistemas de saúde quanto a organização para prevenção, triagem, diagnóstico e tratamento adequados para as pessoas com câncer. Em 2019, mais de 90% dos países de alta renda relataram ter sistemas abrangentes de tratamento de câncer no sistema público de saúde, enquanto menos de 15% dos países de baixa renda possuem esses sistemas. “Este é um alerta para todos nós para combatermos as desigualdades inaceitáveis no tratamento do câncer entre os serviços de saúde dos países ricos e pobres”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

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Austeridade aprofunda desigualdade em mortes violentas, diz estudo

Por Fiocruz Bahia

03/02/20 | 12:02

Um estudo inédito conduzido por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) detectou um aumento nas taxas de suicídio e homicídio após o Brasil ter sido afetado pela crise econômica e adotado medidas de austeridade, em 2014.
O impacto, porém, não foi uniforme em todo o território: municípios mais pobres foram mais afetados do que os ricos – que até tiveram uma melhora em alguns dos índices. No estudo, que analisou dados de 2010 a 2017, as taxas de morte por acidentes de trânsito reduziram significativamente, especialmente nos municípios com melhores índices de desenvolvimento humano. O estudo foi publicado na edição de dezembro do periódico Ciência e Saúde Coletiva.
De modo geral, o estudo indicou que as taxas de suicídio aumentaram em 10% entre 2010 e 2014 e em 11% entre 2014 e 2017. Contudo, quando analisado por região, os maiores aumentos no mesmo período foram encontrados no Norte, chegando a 22%, Sul (18%) e Nordeste (17%). Em relação aos homicídios, após as medidas de austeridade, a taxa chegou a subir 27% no Norte e 13% no Nordeste. Já o percentual de mortes por acidente de trânsito pulou de uma redução de 0,7% entre 2010 e 2014 para – 22% entre 2014 e 2017.

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