Destaques

Denise Barros/ Foto: Informe ENSP

Série sobre agrotóxicos (4): Nutrição e agrotóxicos. O que levamos para nossa mesa?

Entrevista com Denise Barros, concedida à Jaqueline Pimentel

17/10/14 | 13:10

Série sobre agrotóxicos fala hoje sobre a relação entre os pesticidas e aquilo que vai para a mesa dos brasileiros. Denise Barros, nutricionista e pesquisadora da ENSP, explica os danos que os agroquímicos podem trazer aos alimentos e consequentemente à saúde de quem os consome. Além disso aborda a importância do incentivo a alternativas saudáveis de produção agrícola, a exemplo da produção dos orgânicos. “A agricultura familiar tem sido muito estimulada pelo importante papel na economia do país, revaloriza a vida social do campo e do trabalho rural. Ela melhora a renda e consequentemente a alimentação e o acesso a bens e serviços. Somado a isso a agricultura familiar é menos mecanizada e mais humanizada permitindo o uso de recursos naturais no controle das pragas e da nutrição das terras para plantio, resultando em colheitas de alimentos mais saudáveis e livres de agrotóxicos”, destaca ela.

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Áudio traz entrevista gravada, na íntegra.

Série sobre agrotóxicos (3): A regulação, fiscalização e normatização do uso de agrotóxicos no Brasil

Entrevista com Luiz Cláudio Meirelles, concedida à Jaqueline Pimentel

10/10/14 | 12:10

Pesquisador do CESTEH/ENSP/Fiocruz fala sobre a regulação, a fiscalização e a análise técnica sobre os agrotóxicos. Como funciona o registro no Brasil e quais são as diferenças no processo de análise dos compostos e sua aprovação em outros países? “Quando falamos no uso e comércio de agrotóxicos, esse papel de fiscalização passa a ser feito pelos governos estaduais. Pode ser feito pelas secretarias de Agricultura, Saúde ou Meio Ambiente. Está em um desses órgãos ou os três fazem. Tem uma variabilidade muito grande em relação à como eles atuam no nível estadual que é fiscalizar o uso. Se estão utilizando os equipamentos de proteção, se o rótulo está de acordo com o que foi aprovado nos órgãos de registros”, explica o pesquisador. Criação da Agência Nacional de Agroquímicos e Fitossanitários, a hipótese de reavaliação dos compostos e ainda a infraestrutura e o suporte técnico necessários para viabilizar a regulação de maneira correta foram questões levantadas durante a entrevista concedida ao portal.

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Como contextualizar as desigualdades sociais para estudantes de graduação na área da saúde?

Por Gabriela Lamarca e Mario Vettore

03/10/14 | 22:10

Faz muito tempo que as diferenças nas condições de vida e saúde são evidenciadas entre grupos populacionais distintos. Por isso, não é mais aceitável que nos dias de hoje tenhamos profissionais da área de saúde, sejam médicos, cirurgiões-dentistas, enfermeiros ou nutricionistas, que desconheçam e não tenham discutido (em algum momento de sua formação) aspectos relacionados à desigualdade social, equidade e vulnerabilidade. Principalmente, é inconcebível que não tenham consciência sobre questões relacionadas às desigualdades sociais em saúde, que são persistentes e possuem uma grande magnitude no cenário brasileiro. No Brasil, as atividades extramuros de alguns cursos superiores na área da saúde têm essa proposta, cujo objetivo fundamental é favorecer o contato dos alunos com as dimensões estruturais dos serviços públicos de saúde, além da sua participação no atendimento à população, a melhor compreensão da aplicação das políticas de saúde in situ, o reconhecimento do seu papel enquanto profissional e, principalmente, a familiarização com o contexto social no qual futuramente irá trabalhar.

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