Destaques

Estudo associa segregação a hipertensão e diabetes

Por Matheus Cruz

21/09/17 | 13:09

Uma pesquisa inédita realizada pela Fiocruz e mais cinco centros de pesquisa do país revela que indivíduos que moram em vizinhanças mais segregadas economicamente – locais com maior concentração de responsáveis pelo domicílio com renda menor do que 3 salários mínimos – têm 26% mais chance de apresentarem hipertensão e 50% mais de desenvolverem diabetes, comparados a pessoas que residem em áreas menos segregadas. O estudo foi publicado na edição de agosto da Social Science & Medicine, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo. A população analisada, de 10.617 indivíduos, é participante do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil), investigação longitudinal composta por funcionários de seis instituições públicas, entre elas a Fiocruz, que tem como objetivo investigar a incidência e os fatores de risco para doenças cardiovasculares e o diabetes tipo 2, incluindo determinantes sociais, ambientais, ocupacionais e biológicos.

[Leia Mais] |

ca

Agenda 2030: “Sem o SUS, não há desenvolvimento sustentável”

Entrevista com Carlos Gadelha

15/09/17 | 15:09

Nesta entrevista, o economista Carlos Gadelha, coordenador das Ações de Prospecção da Fiocruz, analisa o contexto global e nacional e afirma: “O Sistema Único de Saúde (SUS) e o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (CEIS) são as pré-condições – ou as únicas oportunidades – para que o Brasil atinja os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Eles não são problemas para o país. São parte indispensável da solução. Sem o SUS, não há desenvolvimento sustentável”. O pesquisador do Grupo de Inovação em Saúde da Fiocruz participa do primeiro painel de debates, “Desenvolvimento e Sustentabilidade”. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável se constitui a partir de um conjunto de princípios aspiracionais, de valores globais que devemos perseguir enquanto humanidade. Ela propõe um modelo de desenvolvimento economicamente dinâmico, socialmente justo e que respeite as condições ambientais.

[Leia Mais] |

Cecilia

Revista Ciência & Saúde Coletiva e ENSP debatem sobre vulnerabilidade

Por Bruno C. Dias

05/09/17 | 13:09

Até o fim de 2017, segundo estudo do Banco Mundial, mais de 3,6 milhões de brasileiros estarão vivendo com menos de R$ 1,00 por dia, juntando no mesmo cesto da pobreza-extrema histórias de vida de homens e mulheres e crianças marcadas pela carência absoluta e unidas pela vulnerabilidade de suas condições de vida. As formas como os conhecimentos da Saúde Coletiva devem promover ações para a mitigação dessa situação exige que se olhe estas mulheres, crianças e homens de frente, com novas concepções sobre as formas de trabalho e formação. Estes foram alguns dos conceitos transmitidos por José Ricardo Ayres, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP) e convidado do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos (CEENSP), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), organizado conjuntamente com a revista Ciência & Saúde Coletiva como atividade de divulgação do número temático Política pública e papel institucional do Ministério da Saúde no Brasil (Ciênc. saúde coletiva – vol. 22 nº 5 – maio de 2017).

[Leia Mais] | 1 Comentário »