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‘Cadernos de Saúde Pública’ lança dois suplementos em junho

Por Informe Ensp

18/06/19 | 17:06

Neste mês de junho, o Cadernos de Saúde Pública lançou dois suplementos. O primeiro apresenta um panorama da saúde das professoras e dos professores da Educação Básica no Brasil; e o segundo reúne um conjunto de análises sobre o processo de regionalização do Sistema Único de Saúde. No fascículo n° 1 a pesquisadora Ada Ávila Assunção, da Universidade Federal de Minas Gerais, assina o editorial sobre Saúde dos professores da Educação Básica no Brasil. Ela explica que a qualidade dos serviços educacionais está em relação com as condições que os professores encontram para trabalhar, ainda que a ênfase das avaliações sobre a crise de aprendizagem recaia nas diretrizes curriculares ou na motivação e formação dos professores. No fascículo n° 2, o editorial é assinado pelos pesquisadores Ana Luiza d’Ávila Viana, Luciana Dias de Lima, Hudson Pacifico da Silva e João Henrique Gurtler Scatena. Para eles, a busca pela igualdade não encontra mais ressonância em propostas universais abstratas ou fortemente centradas em identidades comunitárias dentro dos Estados Nacionais. “É necessária uma outra construção do social, que leve em consideração os problemas decorrentes tanto da globalização como de situações e condições de vida diversas, e da existência de singularidades individuais; e que use a política como meio para expandir as formas de participação social.”

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Atlas da Violência: Brasil registra mais de 65 mil homicídios em 2017

Por Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

05/06/19 | 13:06

O Brasil atingiu, pela primeira vez em sua história, o patamar de 31,6 homicídios por 100 mil habitantes. A taxa, registrada em 2017, corresponde a 65.602 homicídios naquele ano e revela a premência de ações efetivas para reverter o aumento da violência. É o que aponta o Atlas da Violência 2019, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira, 5. O estudo identifica dois fenômenos no país: enquanto mais estados reduzem a taxa de letalidade violenta, há forte crescimento no Norte e no Nordeste. Em 2017, as taxas de homicídios por 100 mil habitantes foram bastante heterogêneas entre as unidades da Federação, variando de 10,3 em São Paulo a 62,8 no Rio Grande do Norte. Houve diminuição no Sudeste e no Centro-Oeste, estabilidade no Sul e crescimento acentuado no Norte e no Nordeste. O estado com maior crescimento no número de homicídios em 2017 foi o Ceará, que registrou alta de 49,2% e atingiu o recorde histórico de 5.433 mortes violentas intencionais, causados por armas de fogo, droga ilícita e conflitos interpessoais. No Acre, a variação foi de 42,1% em 2017, totalizando 516 homicídios – considerando-se o período de 2007 a 2017, o número de homicídios subiu 276,6% no estado.

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Boletim traz panorama de transtornos mentais relacionados ao trabalho

Por Equipe de Redação - Observatório de Análise Política em Saúde

23/05/19 | 15:05

Reações ao estresse grave e transtornos de adaptação foram os diagnósticos mais encontrados entre os transtornos mentais relacionados ao trabalho, de 2006 a 2017. E são as mulheres as mais atingidas. O Boletim Epidemiológico do Programa Integrado em Saúde Ambiental e do Trabalhador (PISAT), do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), apresenta dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A publicação aponta que a relação entre transtornos mentais e trabalho é ainda pouco investigada e reconhecida, além de pouco registrada. As reações ao estresse grave e transtornos de adaptação – que “podem ser provocadas por um acontecimento estressante ou uma alteração marcante na vida do trabalhador, consequência de uma piora das condições de trabalho, exposição a fatores estressores e ao aumento da violência urbana” – foram os principais transtornos notificados, seguidos por episódios depressivos e outros transtornos ansiosos. A partir de 2007, em todos os anos as mulheres foram o grupo com maior número de notificações. Segundo o boletim, “a desvantagem das mulheres vem sendo descrita como resultante de iniquidades de gênero no trabalho, como o assédio moral e sexual dentre outras formas de violência”.

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